Passageira passa mal e desmaia dentro de vagão superlotado do Metrô-DF

Os próprios passageiros tentaram socorrer a mulher. Os trens do metrô estão mais lotados que o comum nos horários de pico desde que os metroviários deflagraram greve, na semana passada

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 14/11/2017 17:25 / atualizado em 14/11/2017 17:27

Minervino Junior/CB/D.A Press


Uma passageira passou mal e desmaiou dentro de um trem lotado na manhã desta segunda-feira (14/11). O incidente aconteceu entre a estação Praça do Relógio, em Taguatinga, e a estação Águas Claras, por volta das 8h da manhã. A mulher perdeu a consciência e caiu entre os passageiros que se apertavam no transporte. O trem estava mais cheio que o normal, devido à greve dos metroviários que se arrasta desde a última quinta-feira (9/11).

 

Leia mais notícias em Cidades

 

O estudante Paulo André, de 23 anos, depende do metrô para ir e voltar da faculdade e estava no mesmo vagão onde a mulher desmaiou. Segundo ele, a superlotação e a temperatura no local no horário de pico beirava o insuportável. "O metrô é absurdamente cheio nesse horário, mas hoje estava especialmente lotado por causa da greve. Faltava só sair vapor de dentro do vagão, muito quente”, conta.

 

Na hora do incidente, os próprios passageiros tentaram prestar os primeiros socorros à mulher. “Dois passageiros que ajudaram a carregar ela para fora, inclusive, não conseguiram voltar para o trem, já que o vagão ficou lotado assim que carregaram a mulher desmaiada pra fora”, detalha.

Segundo o estudante, apenas um funcionário do metrô apareceu para ajudar no socorro na estação de Águas Claras. “Acho que deveria ser procedimento padrão que num caso de emergência desses tenha uma equipe ali, pronta pra qualquer coisa”.

 

De acordo com o Sindmetrô (Sindicato dos Metroviários), diante da falta de uma proposta concreta do Governo do Distrito Federal (GDF), os metroviários decidiram manter a paralisação em uma assembleia realizada na noite de segunda. A categoria não pretende abrir mão de ter atendidas as reivindicações de reajuste salarial e contratação de concursados.

 

Ao Correio, o Metrô-DF garantiu não ter registrado nenhuma ocorrência desse tipo na manhã desta terça-feira. Segundo a empresa, independentemente da greve, há sempre um funcionário do órgão em todas as estações em funcionamento para efetuar socorro aos passageiros se necessário.

 

Com a paralisação, os trens rodam somente em horários de pico: das 6h às 10h e das 16h30 até as 20h30, com 18 trens. Até a publicação dessa reportagem, a assessoria de imprensa do Metrô-DF não tinha informações sobre o incidente.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.