Quatro são indiciados pela morte de adolescente em escola de Alexânia

A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito na segunda-feira. Entre as novidades do caso, a corporação localizou dois homens que confessaram ter vendido a arma para o autor do assassinato

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postado em 14/11/2017 19:46 / atualizado em 14/11/2017 19:46

Reprodução/ Facebook
 A Polícia Civil de Goiás concluiu o inquérito sobre a morte da adolescente Raphaella Noviski, 16 anos, morta dentro de uma escola de Alexânia (GO). Nessa segunda-feira (14/11), com o término da apuração, a corporação indiciou quatro pessoas pelo morte da estudante: Misael Pereira de Olair, 19, que invadiu a instituição de ensino e atirou contra a jovem; Davi de Souza, 49, que deu carona para o acusado; e José Alberto Moreira e Wilkennedy Gomes dos Santos, que repassaram a arma do crime para Misael. 

 

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Os investigadores chegaram a José Alberto e Wilkennedy após o assassino confesso da estudante ter mudado o depoimento. Inicialmente, ele não quis entrar em detalhes de como havia conseguido o revólver. Apenas destacou que a adquiriu havia pelo menos três meses. No segundo depoimento, no entanto, Misael revelou que comprou o revólver calibre 32 de um vizinho, José Alberto.


A delegada responsável pelo caso, Rafaela Azzi, detalhou que José Alberto e Wikennedy eram colegas de trabalho. O primeiro ficou sabendo do interesse pela arma e a ofereceu a Misael. A arma teria sido vendida por R$ 2,3 mil. O vizinho ficou com R$ 300 da transação, e o restante ficou com Wikennedy — ele admitiu que a arma era de um primo, morto em 6 de outubro. "Nesse ponto, existe uma divergência entre os depoimentos de Misael e de quem repassou a arma. Misael tinha dito que a comprou havia três meses, mas Wikennedy fala que era do primo morto", detalhou a investigora de Alexânia.

Os responsáveis por negociar a arma com Misael não tinham antecedentes criminais. Os dois não foram presos e, inicialmente, responderão em liberdade pelo crime de venda irregular de arma de fogo. 

Avaliação

Misael passaria por uma avaliação psicólogica na manhã desta terça-feira (14/11), em Alexânia (GO), porém, o jovem não compareceu ao teste. Ele está preso no presídio de Aparecida de Goiânia (GO). Antes, estava em uma cela provisória do presído de Alexânia, mas acabou transferido em virtude de ameaças recebidas por detentos. Outra transferência do assassino confesso também foi pedida para a Cadeia Pública de Valparaíso de Goiás (GO), mas a Vara Penal da cidade recusou o pedido.

Justiça

Ao saber do indiciamento pela reportagem, a mãe da vítima, Rosângela Pereira da Silva, 35, mostrou-se surpresa. "É um começo, mas não vai trazê-la de volta. Não basta. Quero justiça", disse. Rosângela perguntou se os demais envolvidos foram presos. Diante da negativa, a mulher desabafou: "Procurarei hoje mesmo o meu advogado. Se for preciso, vou à Justiça pedir a prisão imediata dos demais. É um absurdo estarem soltos", indignou-se. Uma caminhada pela paz foi realizada nesta manhã, em Alexânia.

O crime

Por volta das 9h de 6 de novembro, Misael pulou o muro da escola da jovem e a surpreendeu em sala de aula, no 9º ano do ensino fundamental. Antes disso, entrou em pelo menos outras três salas antes de encontrá-la. Além da arma calibre 32, o acusado usava uma máscara. Todos os disparos — 11 no total — foram direcionados à menina. 

 

A PM informou que o suspeito disse odiar a garota. Vítima e atirador eram amigos nas redes sociais. "Ela não fazia mal para ninguém, não tinha por que ter raiva dela. Foi maldade mesmo", lamentou uma prima. 

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