Com servidores em greve, Metrô não funcionará neste sábado

O Metrô-DF informou que ficará sem funcionar se a categoria não enviar a lista de funcionários escalados. Sindicato disse que não vai informar o quadro

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postado em 17/11/2017 22:35 / atualizado em 17/11/2017 22:54

Antonio Cunha/CB/D.A Press
A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) informou que os trens não vão circular neste sábado (18/11). A justificativa é o não envio da lista de funcionários que deveriam trabalhar. Porém, enquanto a companhia afirma que vai parar caso a documentação não seja enviada no dia anterior, o Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô-DF) diz que não informará a escala por meio desta lista. 
 
 
A falta de consenso gera ainda mais incertezas aos usuários quanto à situação do transporte para os próximos dias. É o caso do funcionário de uma concessionária, Luciano do Nascimento, que precisa usar o metrô todos os dias para ir ao trabalho. "Perco tempo pegando ônibus. Fora o gasto com passagem, que aumenta, pois pago dois bilhetes", lamentou. 
 
Ao Correio, a direção do Metrô-DF disse, ainda, que vai parar de realocar gerentes e supervisores de outras áreas para trabalharem nas linhas. Questionados sobre se a decisão foi tomada pela falta de capacitação dos funcionários para exercerem o serviço, a companhia afirmou que eles são aptos e treinados para pilotar e atuar nos trens com segurança, mas que não fariam mais essa mudança, já que gera defasagem nas outras áreas. 
 
Apesar de descumprir a liminar expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), o sindicato alega que "está enviando funcionários suficientes para possibilitar o funcionamento dos trens e que quem está fechando as estações é a empresa". Em contrapartida, o Metrô diz ser necessário o funcionamento mínimo de 75% da frota, do contrário, não há segurança para os passageiros. 
 
O impasse segue no âmbito judiciário, já que não houve acordo entre as partes. A categoria reivindica a contratação urgente dos mais de 600 selecionados dentro das vagas e em cadastro reserva em concurso promovido em 2014. Além disso, cobra o reajuste salarial referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 8,41%, atrasado desde 2015. 
 
O governo afirma enfrentar dificuldades para ajustar as contas públicas e não ter condições financeiras para conceder reajustes aos servidores. 

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