Laudo do hospital aponta que paciente internado em UTI tem febre amarela

A Secretaria de Saúde ainda não confirma a infecção. Uma contraprova já foi feita e teve resultado inconclusivo. Por isso, novos testes serão feitos

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postado em 24/11/2017 20:13 / atualizado em 24/11/2017 23:53

Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press
O exame de sangue do paciente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Lúcia desde o último domingo (19/11) deu positivo para febre amarela. A equipe da unidade de saúde fez os testes e enviou as amostras ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), da secretaria do governo, para comprovar a presença do vírus. A Secretaria de Saúde do DF não confirma o diagnóstico. Um segundo exame, mais específico, já foi realizado com as amostras enviadas, mas o resultado foi inconclusivo. Como houve divergência, os testes serão refeitos. Outros exames foram feitos pelo hospital e negativados para leptospirose e hantavirose.
 
O homem, de 43 anos, está em estado gravíssimo, respirando com ajuda de aparelhos, com suspeita de morte cerebral. Está previsto para a manhã deste sábado (25/11) o início do protocolo que determinará se o paciente está ou não sem atividades cerebrais. Segundo fontes ouvidas pelo Correio, o homem será submetido a três exames e só depois disso poderá ser declarado o óbito. Um primeiro teste, de imagem, já foi feito e verificou que a pupila do morador do Sudoeste está dilatada, o que, medicamente, reforça a hipótese. Para dar início aos outros exames, é necessário retirar o paciente da sedação, o que foi feito na tarde desta sexta-feira (24/11), para que a equipe médica do Santa Lúcia dê prosseguimento ao processo.
 
 
A Secretaria de Saúde afirma, no entanto, que a cobertura vacinal para febre amarela no DF é de 95%, por isso, não há risco de uma epidemia. Mesmo sem a confirmação do diagnóstico, a pasta já começou adotar os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde. Todas as regiões por onde o homem circulou vão receber fumacê de inseticidas, medida que já foi aplicada esta noite no Sudoeste. Será feito o tratamento de focos e a investigação de campo para identificar e eliminar criadouros de mosquitos. Os agentes de saúde também vão monitorar se os moradores estão imunizados e, caso contrário, aplicarão a dose da vacina.

O homem de 43 anos deu entrada na emergência do Santa Lúcia em 18 de novembro, reclamando de dores na cabeça e nas costas. Medicado, ele foi liberado. No dia seguinte, retornou ao hospital já com o quadro avançado da doença: confuso e com fala incoerente. Ele recebeu oxigênio e precisou ser internado. Desde então, está na UTI.
 
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que, se confirmada a infecção, a doença foi contraída no Distrito Federal, uma vez que o paciente não viajou para regiões consideradas de risco. A pasta afirma, ainda, que, além da região onde mora, o paciente teria circulado nos últimos dias em condomínios do Jardim Botânico, bem como em áreas rurais próximas dali.
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