Terracap lança edital de 6 condomínios com terrenos a partir de R$ 122 mil

Terrenos da Etapa 2 custarão até R$ 200 mil. Serão beneficiados os setores habitacionais Jardim Botânico I e VI, Mirante das Paineiras, Parque e Jardim das Paineiras e Estâncias Jardim Botânico I e II

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postado em 25/11/2017 08:00 / atualizado em 25/11/2017 00:41

O edital de venda direta dos seis condomínios da Etapa 2 do Setor Jardim Botânico será lançado na próxima semana e os 1,2 mil lotes custarão de R$ 122 mil a R$ 200 mil. Diante dos avanços na regularização, moradores de outros parcelamentos em terras públicas agora buscam acordos para acelerar a legalização e evitar alta nos preços. Ocupantes de lotes do Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, se reuniram ontem com representantes da Terracap para propor um acordo: eles querem assegurar que a venda direta será realizada com os mesmos preços praticados agora, apesar de o parcelamento ainda não estar com a documentação pronta para a regularização imediata. O assunto será analisado pela administração do setor habitacional e pela direção da Terracap.


Entre os loteamentos em que havia divergências quanto à venda direta, também cresce a aceitação dos moradores. Se antes a maioria queria adiar a legalização para evitar pagar pelos terrenos, agora são os ocupantes de áreas públicas que buscam o governo para garantir a participação nos editais. Um exemplo é o Condomínio Jardim Botânico VI. Entre os seis parcelamentos da Etapa 2 do setor, esse era o único que havia rejeitado, em assembleia, a adesão à venda direta. Nos outros cinco, a maioria da comunidade havia aderido à determinação de participar da negociação.

“Apesar da negativa da assembleia, 203 dos 300 moradores do Jardim Botânico VI procuraram a Terracap com interesse em comprar os imóveis ocupados. Diante da alta demanda, a administração do condomínio mudou de ideia e entregou à Terracap uma petição pedindo que todos os terrenos do condomínio sejam incluídos no edital”, conta o presidente da Terracap, Júlio César Reis. A solicitação recebeu o aval da empresa, e o loteamento também terá um edital de venda direta na próxima semana.

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A síndica do Jardim Botânico VI, Agenir Nunes, explica que alguns moradores até hoje contestam a propriedade da área. Eles acreditam que as terras são particulares e querem aguardar o desfecho de uma ação demarcatória que tramita na Justiça. “Mas, de um modo geral, o clima no condomínio agora é de tranquilidade. A maioria quer participar do processo de venda direta. Vamos aguardar apenas que o acordo seja homologado pela Justiça”, diz Agenir.

Valorização

No início de outubro, o desembargador Souza Prudente, do Tribunal Regional Federal, havia determinado a suspensão da regularização dos condomínios da Etapa 2 do Jardim Botânico até que fosse realizada uma perícia sobre a propriedade das terras. A alegação era de que existia duplicidade de matrículas registradas em cartório. Para conseguir prosseguir com a venda direta mesmo com a decisão judicial, a Terracap precisaria do aval dos moradores. A comunidade, então, decidiu aderir à regularização e assinou acordos com a empresa. Esses acertos têm de ser homologados pelo desembargador.

A expectativa dos moradores do Jardim Botânico é de que os preços fiquem próximos aos estabelecidos na venda direta do Condomínio Ville de Montagne, o primeiro a sair do papel (veja quadro). Lá, os técnicos estimaram o valor de mercado em R$ 398 mil. Com os abatimentos de gastos de infraestrutura realizados pela própria comunidade e da valorização decorrente desses investimentos, o preço final caiu para cerca de R$ 200 mil. Com o desconto de 25% para pagamentos à vista, os moradores podem pagar R$ 150 mil pelos imóveis, valores muito inferiores aos praticados na região.

No último edital de licitação de terrenos no Setor Jardim Botânico 3, um parcelamento aberto da Terracap próximo aos condomínios, o preço mínimo dos terrenos foi de R$ 462 mil e todos acabaram arrematados. Segundo o governo, esse será o novo valor-base para a avaliação dos terrenos; por isso, todos os condomínios querem garantir as negociações no patamar antigo, de R$ 398 mil.

Acordo

A presidente da União dos Condomínios Horizontais do Distrito Federal, Júnia Bittencourt, lembra que cada condomínio tem uma infraestrutura diferente, que será avaliada no momento da definição dos preços. “Os mais consolidados, com mais benfeitorias, terão um desconto maior”, lembra Júnia. “O importante é que, agora, todos têm interesse na regularização, e a venda direta gerou uma correria. O preço de mercado está subindo e ninguém quer ficar de fora”, avalia.

O síndico do Solar de Brasília, Pedro Humberto Lobato, conta que os moradores farão uma assembleia geral na próxima semana para dar o aval à proposta de acordo com a Terracap. “Quase todo mundo quer fechar esse acerto para garantir os preços nos patamares praticados no Ville de Montagne. A expectativa é de começar a fazer o cadastramento em dezembro”, diz. “A infraestrutura do Solar é de ótima qualidade. Fizemos investimentos maiores e acreditamos que o abatimento deve ser proporcional”, prevê.
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