Prata da Casa: Moises Mozer e Luiz Borges fazem música caipira na cidade

Desde 2015, Moises e Luiz se dedicam a divulgar a música sertaneja de raiz pelo Distrito Federal

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postado em 01/12/2017 18:12 / atualizado em 01/12/2017 18:24

Arquivo pessoal

 
O que dois caipiras fazem quando se encontram na cidade grande? Empunham a viola caipira e matam a saudade do campo. Pelo menos foi o que fizeram Moises Mozer, 48 anos, e Luiz Borges, 38, que, desde 2015, quando se conheceram, vivem e revivem o amor pelo interior por meio da música. “Quando a gente vem para a cidade, aquele cheiro de mato, as brincadeiras e a vida a roça não saem da gente”, diz Moises.

A dupla chamou a atenção primeiro pela internet, com vídeos que chegaram a ter 100 mil acessos em apenas três dias. Do mundo virtual para o real foi um pulo. Animados com a repercussão, Moises e Luiz organizaram o show No repique da viola, uma referência às folias de Reis realizada em 2016 no Teatro do Sesi, em Taguatinga. Venderam 370 ingressos a preços populares, pois o que queriam era celebrar a boa e velha música de raiz. “Nós temos o pé no chão, sabemos que não é um estilo comercial”, diz Moises.
 
 

A música é um trabalho paralelo, o que possibilita liberdade artística. Sem depender da música, podem tocar e cantar o que gostam. E, assim, vão cada vez mais longe, aproveitando um "reavivamento da música caipira", como gostam de dizer. Outro marco na carreira da dupla, por exemplo, foi a participação no programa Brasil Caipira, da TV Câmara. “Para mim foi novidade, fiquei nervoso”, conta Luiz, que é analista de TI. 
 

Laçados pela viola

 
A música caipira sempre fez parte da vida dos dois. Luiz Borges, embora tenha crescido na cidade, visitava sempre a fazendo do avô e começou a tocar viola ainda criança. Já Moises cresceu na roça, ouvindo André e Andrade, Trio Parada Dura, Tião Carreiro e Pardinho. Quando se conheceram e começaram a conversar pelas redes sociais, a sintonia foi imediata. “Quando dá certo, à primeira vista, já temos uma boa impressão”, analisa Moises, que trabalha como comerciário. 

Com tanta coisa em comum, é fácil escolher o repertório. Nos shows, não podem faltar canções e modas icônicas, que marcaram a vida de ambos, como A vaca já foi pro brejo, que traz a Moises o sentimento de respeito pelos pais, e Porta do mundo, que expressa o amor pelo sertanejo — “O som da viola bateu, no meu peito doeu, meu irmão, assim eu me fiz cantador, sem nenhum professor aprendi a lição”.
 
Agora, a dupla se prepara para entrar em estúdio e gravar o primeiro disco, e não para de ensaiar para a apresentação, no próximo dia 8, na Casa do Cantador, em Ceilândia. Na ocasião, acontecerá o evento Violas e Violeiros, a partir das 19h. Mas quem não aguentar esperar pode curtir a dupla pela internet. Para ficar bem informado, basta segui-los no Facebook ou Instagram.
 
Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende. 

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