89ª edição da Feira do Troca agita fim de semana no DF e no Entorno

O evento, que reúne atividades culturais, brechós e artesanato, fica no município de Alexânia, em Goiás

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Azelma Rodrigues/Esp CB/DA Press

 
Ainda dá tempo de aproveitar a 89ª Feira do Troca de Olhos Dágua, vilarejo a 100 quilômetros de Brasília, pouco mais de uma hora pela BR-060. Fica no município de Alexânia-GO e vai até amanhã à tarde, com extensa programação cultural.
 
 
É uma feira diferente. Além de comprar ou vender, dá para levar roupas, sapatos, utensílios usados e trocar por boneca de pano, comida,  tapetes artesanais, plantas, vasos de barro, biscoitos, roscas de leite, outras peças de roupas, queijo, discos, livros, berrante.
 
De manhã já teve banda de música, grupo de rock, sertanejo, MPB, dança folclórica (catira),  bonecos de mamulengo para adultos e crianças. Hoje à noite tem artedance, mais catira, Blues, forró, prometendo baião, viola, poesia e teatro infantil para amanhã de manhã.
 
O destaque é o artesanato. “Muita coisa aqui fica numa linha tênue entre o artesanato e a arte popular, concorda Isabel?” A pergunta é de Anna Claudia, 43 anos, administradora, para a educadora especializada em Meio Ambiente Isabel Magalhães, 58 anos. É a primeira vez de Isabel. “É muito interessante, uma forma honesta e lúdica de ganhar a vida”, responde a professora, que trabalha na Estação Ecológica Aguas Emendadas e mora em Formosa.
 
Azelma Rodrigues/Esp CB/DA Press
 
 
A ideia do escambo na feira, criada por educadores  em 1974, foi obter interação entre a comunidade e suprir de elementos urbanos uma comunidade que vivia de agricultura de subsistência. O pessoal de Brasília passou a encher o lugar, acampando na praça da igreja. E havia troca, substituída pela venda a dinheiro pela maioria, no decorrer do tempo.
 
“Acabei de trocar uma moringa de barro por um queijo”, conta Michelle Horovits, 32 anos, que espalhou boa parte de seu guarda-roupa de Brasília no chão da feira. “Também tem DVDs, livros. Dou preferência para o escambo”, diz ela. 
 
Drica Fernandes trouxe também seu brechó intinerante e dá preferência para a permuta. “Mas se a pessoa veio sem nada, eu vendo”, conta, mostrando que a única exceção é seu chapéu vietnamita, para o qual não há negócio.
 
Azelma Rodrigues/Esp CB/DA Press
 
Fernanda Polleto, 35 anos,professora de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros, ficou feliz com a surpresa do namorado em lhe apresentar o Troca. “Bem bacana aqui, todo mundo de boa, porque não estão querendo só vender, mas também socializar”, diz ela, após adquirir um cabide antigo no brechó da elegante Flávia Schiller Culau.
 
O brechó chique fica, estrategicamente, na ponta da praça, com um movimento de entra e sai mais intenso do que em outra parte. Flavia conta que a “ideia criativa” partiu de sua filha Larissa, estilista em São Paulo. As vendas estão indo bem. “Saimos ontem por volta de uma da manhã. É muito gostoso, porque a pessoa entra, você imagina qe ela vai pegar uma coisa e ela te surpreende”, diz ela, casada com político local.
 
As vendas vão bem, também, para Hilda Freire, que dá toques de delicadeza às suas belas bonecas de barro. Ansiosas, as três garotas Ana Luiza e Jéssica de 14 anos e Mariana de 10, não veem a hora do forró noturno. “É massa”, diz Ana Luiza, que nasceu no povoado.
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