Presa mulher suspeita de vender ingressos falsos para show do U2

Ela também é acusada de furtar o salão de beleza onde trabalhava, uma amiga e a ex-sogra. Também foi condenada anteriormente por cometer 242 furtos

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postado em 04/12/2017 13:40 / atualizado em 04/12/2017 21:29

A Polícia Civil prendeu uma suspeita de praticar apropriação indébita de valores e estelionato no Distrito Federal. De acordo com as investigações da Coordenação de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, à Ordem Tributária e a Fraudes (Corf), a mulher foi condenada anteriormente por cometer 242 furtos e é acusada de dar o golpe do falso ingresso para os shows da banda irlandesa U2 no Brasil. 


A prisão, feita no último sábado (2/12), ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva depois de o dono do salão de beleza onde ela trabalhava, em Taguatinga, denunciá-la por se apropriar de parte do dinheiro do caixa, valor estimado pela PCDF em R$ 5 mil. 

Ao iniciar a apuração, no entanto, os investigadores da Polícia Civil descobriram que a suspeita tinha um longo histórico de crime. Até o momento, ela responde por pelo menos nove estelionatos, furto, falsidade ideológica, desobediência, difamação, injúria e ameaça. Segundo o delegado titular da CORF, Wisllei Salomão, ela também é suspeita de furtar uma amiga que foi visitá-la no hospital, no ano passado. A acusada, que havia acabado de dar à luz à época, teria pego documentos pessoais e o cartão da amiga, fazendo débitos e até empréstimos fraudulentos. 

Além disso, a jovem responde por vários crimes praticados contra a mãe de um ex-companheiro. "Em 2016, ela furtou o cartão de crédito da então sogra e, no período de três meses, gerou-lhe um prejuízo em torno de 103 mil reais. O juiz entendeu que para cada compra feito com esse cartão, configurou-se um furto, totalizando um total de 242 furtos somente contra essa ex-sogra", esclareceu Salomão. 
 
A mulher também cometeu crimes em outras unidades federativas como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rondônia. Presa preventivamente, ela responde pela apropriação indébita cometida contra o salão de beleza, com pena superior a 3 anos. A acusada ainda será julgada pelos outros crimes investigados. 


Golpe do ingresso

 
A mesma mulher é acusada de aplicar o golpe do ingresso falso para um show internacional. Na ocasião, ela teria usado as redes sociais para vender entradas dos shows do U2 ocorridos em outubro, em São Paulo. Ela fazia a negociação e enviava pelo serviço de postagem apenas um envelope vazio. Era só nesse momento que o comprador descobria o golpe.
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