Caso Quezado: testemunhas de acusação são ouvidas nesta segunda-feira

O sargento da PM Daniel Quezado morreu em fevereiro do ano passado, em decorrência de um tiro. À época, a mulher alegou que seria um suicídio, contudo, o laudo de exame de corpo de delito vai contra o depoimento

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postado em 04/12/2017 16:40 / atualizado em 04/12/2017 16:50

PDMF/Divulgação

Após quase dois anos desde a morte de Daniel Quezado Amaro, 45 anos, sargento da Polícia Militar, a primeira audiência de instrução do caso ocorre na tarde desta segunda-feira (4/12). Nessa fase, são ouvidos no Tribunal do Júri as testemunhas de acusação. No dia 11, é a vez das testemunhas de defesa e a ré. O processo está sob segredo de justiça.

 

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Apenas em julho deste ano que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) declarou a esposa, a agente civil Mirtes Gomes Amaro, 49, como ré. Ela responde por homicídio qualificado pela morte do marido. O Correio não localizou a defesa da ré. 

 

Relembre o caso

A morte aconteceu em 24 de fevereiro de 2016 e chegou a ser considerada suicídio, após depoimento da esposa. A policial civil relatou que viu o marido tirar a vida com um tiro, disparado pela própria arma particular, no apartamento deles, no Sudoeste. Daniel e a mulher estavam juntos há mais de 25 anos e tinham um filho, o advogado Sérgio Amaro Neto, 27.

 

No entanto, um laudo feito pelo Instituto de Medicina Legal (IML) revela que a trajetória da bala ocorreu de cima para baixo e da esquerda para a direita. Além disso, de acordo com a família do sargento, ele era destro – informação que vai contra a hipótese de suicídio. 

 

O resultado da necrópsia aponta, ainda, que a bala entrou pelo abdômen, passou pelo fígado e atingiu a veia cava superior, o que causou uma grande hemorragia. O projétil ficou alojado na região lombar direita, na altura da terceira vértebra.

 

Quem chamou polícia e solicitou socorro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi um vizinho, também da PM, que ouviu o disparo. “A viúva, que, na época, trabalhava no IML, limpou o apartamento no mesmo dia”, destaca o analista de sistemas Ricardo Quezado, 55, irmão da vítima. Ele relata que o sargento havia informado para a companheira a vontade de pedir divórcio. 

 

Trabalhador e querido

O sargento Quezado foi um dos primeiros funcionários do Centro de Comunicação Social (CCS) da Polícia Militar, onde trabalhou por mais de 15 anos. “Ele era muito querido e não media esforços para melhorar a corporação. Em todas as unidades que passou, o sargento sempre se destacava pelo grande empenho”, afirma o major Michello Bueno, chefe da assessoria de imprensa da PM.

 

De acordo com amigos, o militar era muito sorridente e não media esforços para ajudar. Caçula de sete filhos, a mãe o considerava um anjo da guarda. Para o coronel Antônio Carlos Freitas, chefe do CCS na época da morte, o homem não apresentava indícios de que tiraria a própria vida. Ele estava lotado no 7º Batalhão de Polícia Militar (Cruzeiro/Sudoeste).

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