Abaixo-assinado pede tratamento para bombeiro que furtou viatura

Pessoas se mobilizam na internet em abaixo-assinado para pressionar a Justiça Militar do DF a oferecer tratamento psiquiátrico ao bombeiro que roubou uma viatura

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postado em 07/12/2017 12:34 / atualizado em 07/12/2017 13:16

Reprodução/Internet


"O sargento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal não é bandido, ele apenas surtou e merece passar por tratamento psicológico". É esse o apelo de internautas que tentam, há três dias, angariar assinaturas em favor do sargento Fabrício Marques de Araújo, que furtou uma viatura no domingo (3/12). O militar está preso preventivamente no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda.

 

Até o início da tarde desta quinta-feira (7/12), a página contabilizava 3.915 adesões. A meta é atingir 5 mil assinaturas, que serão entregues à Justiça Militar do Distrito Federal, Secretaria de Segurança Pública do DF, Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Procuradoria-Geral da República (PRG). “Não se trata de uma pessoa ruim, mas sim uma pessoa que precisa de ajuda”, diz um comentário no abaixo-assinado. “O servidor público está sobrecarregado e sem apoio da saúde para uma qualidade de vida melhor”, escreveu outro internauta na página.

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Ontem, o juiz Henaldo Silva Moreira, da Vara de Auditoria Militar do Distrito Federal, deu prazo de 24 horas para que o Corpo de Bombeiros esclareça se há possibilidade de prestação de tratamento psiquiátrico ao bombeiro dentro da penitenciária. A defesa do bombeiro afirmou que caso não haja possibilidade de auxílio especializado no presídio militar, o sargento deve ser transferido para uma clínica.

 

Perseguição policial após furto de caminhão

 

O militar, de 44 anos, entrou no 8º Grupamento de Bombeiros Militar, onde é lotado, no domingo (3/12), furtou uma viatura da companhia e dirigiu, em alta velocidade, de Ceilândia até a Esplanada dos Ministérios. Quinze viaturas da PMDF foram usadas durante a perseguição ao sargento.

 

 

Segundo a PM, o bombeiro militar recusou várias ordens de parada, informadas pelo rádio do próprio veículo e por carros que acompanharam o trajeto. Na Esplanada, tiros foram disparados contra o pneu do veículo, impedindo que ele avançasse até o Congresso Nacional. O militar diz não lembrar do que aconteceu. 

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