Adasa espera que o nível do Descoberto atinja 50% do volume total em maio

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) afirma, no entanto, que a expectativa não permite prever o fim do racionamento nem descartar a necessidade de ampliá-lo

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postado em 07/12/2017 16:09 / atualizado em 07/12/2017 16:37

Breno Fortes/CB/D.A Press

A Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) anunciou, nesta quinta-feira (7/12), a expectativa de que o reservatório do Descoberto chegue ao fim do período chuvoso, em maio de 2018, com pelo menos 50% de seu volume total. Segundo a agência, no entanto, não é possível ainda prever o fim do racionamento nem descartar a necessidade de ampliá-lo para períodos de 48 horas, em vez das 24 horas atuais.


O índice de 50% em maio não é suficiente para tirar o DF de uma situação de incerteza. Basta lembrar que, em maio de 2017, o Descoberto estava com 56% da capacidade total, ou seja, superior ao índice mínimo previsto para o mesmo mês no próximo ano. Atualmente, o volume está em 10,2%.
 

Nova curva de acompanhamento 

 
Na coletiva à imprensa em que apresentou a projeção para o Descoberto, a Adasa mostrou a nova Curva de Acompanhamento da situação dos reservatórios, que mostra as metas mínimas que o Descoberto deve apresentar ao longo do primeiro semestre de 2018.
 
Assim, o índice de referência para o Descoberto em janeiro é de 15%, crescendo para 32% em fevereiro, 43% em março e 50% em abril, índice que continua igual para maio. As projeções para o reservatório de Santa Maria serão anunciados pela Adasa na próxima semana.
 
A nova curva traz um método de cálculo diferente da curva anterior, que considera indiretamente a pluviosidade. Segundo o diretor presidente da Adasa, Paulo Salles, a mudança se deve "à dificuldade de prever quando e quanto vai chover".  

Segundo dados da Asasa, também divulgados nesta quinta-feira, o racionamento gerou 16% de economia. Quanto ao fato de que o Descoberto não fechou os meses de outubro e novembro de 2017 dentro da meta prevista pela Adasa, Salles, reafirmou a necessidade de se continuar atento ao problema e de a população economizar. "Caso a situação continue, vamos ter de tomar novas medidas ao longo do caminho para diminuir a vazão da água. Nós precisamos de forte envolvimento da sociedade para continuar evitando o segundo dia de racionamento", informou, Paulo Salles.
 
 
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