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Estado de Minas

Motoristas de aplicativos pedem mais espaço no aeroporto de Brasília

Condutores que trabalham com o uso de aplicativos querem liberação de local para aguardar passageiros. Reivindicação é defendida pelo presidente da categoria, mas divide taxistas que trabalham no mesmo local. Inframerica estuda o pedido da associação


postado em 09/01/2018 06:00 / atualizado em 09/01/2018 00:55

Taxista Carlos Serra (D) defende reivindicação dos motoristas de aplicativo, enquanto o colega Sérgio Bertolo discorda da solicitação(foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Taxista Carlos Serra (D) defende reivindicação dos motoristas de aplicativo, enquanto o colega Sérgio Bertolo discorda da solicitação (foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press)


Cansados de serem multados enquanto aguardam passageiros para embarque nas imediações do Aeroporto de Brasília, motoristas de aplicativos reivindicam a liberação de um espaço no local. Para isso, entraram em contato com a Inframerica. “A aplicação de multas no aeroporto tem sido algo recorrente e alvo de reclamação dos condutores”, justifica Bismarck Konrad Hegermann, presidente da Associação dos Motoristas Prestadores de Serviços de Transporte Individual Público e Privado de Passageiros por Aplicativos Baseado em Tecnologia de Comunicação em Rede no Distrito Federal (Amstip-DF).

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Bismarck diz que os associados vão até o aeroporto em torno de cinco vezes por dia. “Se toda vez que a gente for lá, tomar uma multa, vamos viver para pagar as infrações”, reclama. Ele adianta que a ideia é levar o embarque dos passageiros dessas plataformas digitais para a rampa exterior do aeroporto. “O embarque seria na rampa externa, na parte superior, os demais condutores, de carros particulares, ficariam na rampa interna. Acredito que, dessa forma, vá dar um bom resultado para a gente”, avalia.

A proposta é bem-vinda, diz o presidente do Sindicato dos Taxistas do Distrito Federal, Suéd Silvo, desde que o local a ser reservado para os motoristas de aplicativos “não se torne um ponto de espera de passageiros”, ressalta. “A organização é benéfica, pois quem ganha é a sociedade. O que não pode acontecer é a criação de um ponto onde eles fiquem puxando fila à espera dos clientes”, frisa. Para os taxistas, o ponto de espera é na plataforma externa inferior. Suéd lembra que eles também estão sujeitos a multas, em caso de embarque de passageiro na parte superior.

Desentendimentos


Contrário à aprovação da medida, o taxista Sérgio Lamartine Bertolo, 53 anos, não concorda com o presidente da categoria. Para ele, se for destinado o espaço requerido, haverá um desconforto entre os colegas de profissão. Na sua opinião, se o aplicativo indica onde o passageiro está, definindo o ponto de embarque, não há necessidade da existência de um local fixo para esses motoristas. “Eles já entraram de forma errada no sistema, nos prejudicaram e ainda os colocariam para embarcar como nós fazemos? Acho que seria melhor evitar o choque, até porque houve desentendimentos entre as duas categorias”, ponderou.

Com 30 anos de profissão, o taxista Carlos Serra, 54, discorda do colega. Ele defende que haja um espaço regulamentado para os motoristas de aplicativo, no entanto, que seja com segurança para os passageiros. “Vemos muitos carros com placas de fora da cidade. Não se sabe quem é esse motorista. Quem vai colocar sua filha dentro desse veículo para ir para escola? Ou seja, se o motorista for legalizado e o transporte for seguro, acho que não teria problema”, defende Carlos.

Em nota, a Inframérica informou que, para a melhoria no atendimento ao público do aeroporto, a empresa tem realizado negociações com os prestadores de serviços de transporte individual de passageiros. Assim que as tratativas estiverem concluídas, o público será informado, destacou no texto.

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