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Estado de Minas

Distrito Federal tem 12 casos suspeitos de febre amarela

Uma semana atrás, Secretaria de Saúde investigava apenas cinco pacientes. Apesar do aumento, autoridades sanitárias garantem não haver motivo para pânico, graças ao alto percentual de moradores imunizados na capital. Macacos não transmitem a doença


postado em 25/01/2018 06:00 / atualizado em 25/01/2018 07:36

Agente aplica fumacê: 1,4 milhão de casas visitadas desde o ano passado(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Agente aplica fumacê: 1,4 milhão de casas visitadas desde o ano passado (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Subiu o número de casos suspeitos de febre amarela no Distrito Federal. Agora, a Secretaria de Saúde investiga 12 infecções. Na semana passada, eram cinco. Apesar do aumento, a pasta garante não haver motivo para pânico. Mais de 86% da população é vacinada contra a doença. Entre janeiro e novembro do ano passado, 207 mil pessoas receberam doses do imunobiológico.

 

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Também são investigadas as mortes de oito macacos no DF e Entorno. As autoridades sanitárias querem saber se os primatas morreram em decorrência da febre amarela. Se os animais estiverem infectados, é um sinal de alerta para a circulação do vírus. No entanto, os primatas não transmitem a infecção para o ser humano. Agentes ambientais estão em sentinela nos parques.

A Secretaria de Saúde alerta que quem não tomou a vacina contra a doença deve procurar os postos de saúde. Desde 2014, após estudos científicos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam só uma dose para toda a vida. Idosos acima de 60 anos, grávidas, lactantes, bebês de até seis meses, pessoas com imunodeficiência (como a Aids ou em tratamento de alguns tipos de câncer), transplantados e alérgicos a ovo não devem se vacinar.

Os estoques de vacina na capital estão abastecido com 11 mil doses, o suficiente para três meses. “Não há surto de febre amarela no DF. O paciente que já tiver tomado uma dose ao longo da vida não precisa receber reforço. Todas as salas de vacina do DF estão abastecidas. Caso se esgotem as vacinas, o Ministério da Saúde fará a reposição”, destaca a Secretaria de Saúde, por meio de nota.

No ano passado, foram investigados 86 casos suspeitos de febre amarela em moradores do DF. Destes, 83 foram descartados, três foram confirmados e evoluíram para óbito. Das confirmações, apenas um foi autóctone, ou seja, a doença foi contraída na capital. Em 2000, houve o surto mais grave de febre amarela no Distrito Federal, com 40 registros. Em 2008, 13 pessoas adoeceram.

Crime ambiental

O diretor da Vigilância Ambiental, Denilson Magalhães, explica que a circulação do vírus da febre amarela no DF só poderá ser confirmada após análises laboratoriais nos macacos encontrados mortos. Cinco animais foram achados no DF e três nos municípios goianos de Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama e Valparaíso. “Os primatas são os principais hospedeiros do vírus”, detalha.

Denilson pede que os animais não sejam atacados. No Rio de Janeiro, por exemplo, mais de 100 macacos foram mortos a pauladas ou envenenados este ano. “Quando o macaco adoece e morre é o primeiro sinal de que o vírus está circulando. Assim, fazemos ações de prevenção. O macaco é tão vítima como o ser humano”, reforça. Matar animais é crime ambiental pelo artigo 29 da Lei n° 9.605/98. A pena chega a um ano de prisão e pagamento de multa de R$ 5 mil.

Até o momento, nenhum dos 33 parques abertos à visitação no DF passarão por alguma medida de prevenção. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) explica que os agentes de parques estão em sentinela e recomenda que a população entre em contato com a Vigilância Ambiental pelo número 99269-3673 caso encontre um macaco morto. O animal não deve ser manipulado ou retirado do local.

Tira-dúvida

O que são arbovírus?

Infecções virais transmitidas por mosquitos e outros insetos que podem causar epidemias. A ciência não sabe explicar por que alguns vírus, como o da dengue, o da zika e o da febre amarela se alastram com facilidade. Os mosquitos se contagiam ao picar animais infectados, como os macacos e pássaros silvestres. Atualmente, são conhecidos 34 arbovírus no país. Dentre eles, quatro tipos são os mais comuns e representam grande problema de saúde pública: dengue, febre amarela, oropouche e mayaro. Os cientistas os classificam de acordo com o tipo de síndrome febril que provocam.

Fique atento

Transmissores
As fêmeas dos mosquitos Haemagogus e Sabethes são as transmissoras na área rural. Na cidade, o Aedes aegypti (o mesmo da dengue, da zika e da chicungunha) é o vetor. Os macacos não transmitem a doença.

Sintomas
As primeiras manifestações da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos. A forma mais grave do mal, no entanto, compromete fígado e rins, provoca icterícia (olhos e peles amarelados), sangramentos e queda de pressão arterial.

Precaução
Uma única dose da vacina protege para toda a vida. Idosos acima de 60 anos, grávidas, lactantes, bebês até seis meses, pessoas com imunodeficiência (como a Aids ou em tratamento de alguns tipos de câncer), transplantados e alérgicos a ovo não devem se vacinar.

 

 

 

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