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Estado de Minas

DF descarta morte de três macacos por febre amarela; seis são investigados

Sete casos ocorreram no DF e dois no Entorno. Vigilância Ambiental alerta que a preservação dos animais é importante para se perceber a circulação do vírus


postado em 30/01/2018 14:48 / atualizado em 30/01/2018 16:01

Em 2016, a Saúde recolheu 155 macacos mortos. Em 2017, foram 56 casos.(foto: Ricardo Borba/CB/DAPress)
Em 2016, a Saúde recolheu 155 macacos mortos. Em 2017, foram 56 casos. (foto: Ricardo Borba/CB/DAPress)
 

 

A Secretaria de Saúde começa a divulgar o resultado das investigações sobre a morte de macacos na capital federal e no Entorno. Três primatas encontrados no DF não estavam infectados com o vírus da febre amarela. Outros quatro animais ainda aguardam o resultado dos exames. Ao todo, a pasta invetiga nove casos.

 

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Os macacos encontrados em Novo Gama e Valparaíso de Goiás são investigados pela Secretaria de Saúde do DF. Nesta terça-feira (30/1), a Vigilância Ambiental ainda não havia divulgado o resultado da análise laboratorial. Eles contianuam sendo investigados.

 

Em 2016, a Saúde recolheu 155 macacos mortos. Em 2017, foram 56 casos. Nenhum deles estava infectado com o vírus. As autoridades sannitárias destacam que os laudos são preliminares e ainda passarão por outros exames. Os animais foram encontrados nos lagos Norte e Sul, e no Park Way. 

 

Um outro animal capturado em Santo Antônio do Descoberto também ainda não recebeu diagnótico. Este caso é investigado pela Secretaria Estadual de Saúde de Goiás que ainda não divulgou informações sobre o caso. 

 

O diretor da Vigilância Ambiental, Denilson Magalhães, alerta que a preservação dos animais é importante para se perceber a circulação do vírus da febre amarela. "Os primatas servem como guia para ações de controle da doença. Assim como os seres humanos, eles são vítimas. A doença também pode matá-los. No ciclo silvestre da febre amarela, os primatas são os principais hospedeiros do vírus", explica. 

 

Histórico

 

A Secretaria Municipal de Saúde do Novo Gama recolheu um primata morto em uma chácara, na manhã da última terça-feira (23/1). O animal foi enviado à Secretaria de Saúde do DF para confirmar se ele estava infectado com a doença. Esse é o primeiro caso registrado no município goiano em 2018. 

 

O caso de Santo Antônio do Descoberto ocorreu também em uma área rural. O animal foi encontrado morto no último sábado (20/1). Em Valparaíso, a Secretaria de Saúde do DF recolheu o animal no início do mês. Em Goiás, foram encontrados ao todo 21 macacos mortos.

 

 

O macaco transmite a doença?

 

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBP) alertam que os macacos, assim como os seres humanos, são vítimas da doença. No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus. 

 

Esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção da febre amarela. Matar animais é considerado crime ambiental pelo artigo 29 da Lei n° 9.605/98. A pena chega a um ano de prisão e pagamento de multa de R$ 5 mil. 

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