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Estado de Minas

Febre amarela: Secretaria de Saúde do DF investiga a morte de 15 macacos

As autoridades sanitárias querem saber se os animais estão infectados com o vírus da febre amarela


postado em 31/01/2018 10:49 / atualizado em 31/01/2018 18:15

Ver galeria . 4 Fotos Arquivo Pessoal
(foto: Arquivo Pessoal )

 

A Secretaria de Saúde investiga a morte de 15 macacos na capital federal. As autoridades sanitárias querem saber se os animais estão infectados com o vírus da febre amarela. Nesta quarta-feira (31/1), a diretoria de Vigilância Ambiental apresentou um panorama da situação. Pelo menos 10 cidades do DF registraram óbitos de primatas. As informações foram divulgadas com exclusividade ao Correio.

 

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Segundo a Vigilância Ambiental, 24 macacos — sendo 21 encontrados no DF e três nos municípios goianos de Valparaíso de Goiás, Santo Antônio do Descoberto e Novo Gama — foram encontrados mortos. Em oito deles, a presença do vírus foi descartada. Eles foram encontrados no Lago Sul, no Park Way, no Guará, em Ceilândia e em Planaltina.

 

As mortes ocorreram em maior volume em primatas da espécie Callithrix, conhecida como saguis. Esses animais são predominantes do Centro-Oeste brasileiro, sendo comumente encontrados em parques e reservas ambientais.

Lago Sul, Ceilândia, Taguatinga, São Sebastião, Vicente Pires, Jardim Botânico, Lago Norte e Itapoã registraram a morte de um macaco cada. Guará, Planaltina e a Universidade de Brasília (UnB) notificaram dois óbitos cada. Quatro animais foram capturados sem vida no Park Way e três em Águas Claras.

 

Em 2016, a Saúde recolheu 56 macacos mortos. Em 2017, foram 155 casos. Nenhum deles estava infectado com o vírus. 

 

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Primatologia (SBP) alertam que os macacos, assim como os seres humanos, são vítimas da doença. No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus. 


Esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção da febre amarela. Matar animais é considerado crime ambiental pelo artigo 29 da Lei n° 9.605/98. A pena chega a um ano de prisão e pagamento de multa de R$ 5 mil.

 

Casos em humanos

Atualmente, a Secretaria de Saúde investiga 12 pessoas com a suspeita da doença. No DF, houve uma morte. A pasta ressalta que 86% da população da cidade está vacinada contra o vírus. Somente no ano passado, 207 mil pessoas receberam doses do imunobiológico. Em janeiro, o Ministério da Saúde enviou ao DF 20 mil doses da vacina. Precisam ser imunizadas crianças a partir de nove meses e adultos de até 59 anos.

A vacina é contraindicada para grávidas, idosos, portadores de HIV, pacientes com leucemia e linfoma, além das pessoas que fazem quimioterapia e radioterapia, e alérgicos a ovos e a antibióticos. Mulheres que amamentam crianças com menos de 6 meses devem ser submetidas à avaliação médica para analisar os riscos e os benefícios da imunização.

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