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Estado de Minas

Colheita de agricultores brasilienses deve chegar a 850 mil toneladas

Previsão é de que a produção de milho, soja, trigo, feijão e sorgo no biênio 2017-2018 seja 5,4% mais alta do que no período anterior. Estima-se que a colheita dos agricultores brasilienses chegue a 850 mil toneladas


postado em 03/02/2018 08:00 / atualizado em 03/02/2018 00:07

Rodrigo Rollemberg circulou ontem pela Fazenda Santa Rosa, na área rural de São Sebastião (foto: Gabriel Jabur/Agencia Bras?lia )
Rodrigo Rollemberg circulou ontem pela Fazenda Santa Rosa, na área rural de São Sebastião (foto: Gabriel Jabur/Agencia Bras?lia )


Apesar da crise hídrica, a safra de grãos deste ano deve fechar em alta no biênio 2017-2018. A expectativa de colheita de milho, soja, trigo, feijão e sorgo no Distrito Federal é de 850 mil toneladas, cerca de 5,4% a mais do que no período 2015-2016. Os números foram apresentados ontem durante a Abertura Oficial da Colheita de Grãos. O governador Rodrigo Rollemberg participou do evento, realizado na Fazenda Santa Rosa, na área rural de São Sebastião. Ele chegou a dirigir uma colheitadeira em uma plantação de soja.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cultura do milho é a principal da região, com cerca de 546 mil toneladas a serem comercializadas neste ano. É seguida pela da soja, com 228 mil toneladas; trigo, com 54 mil; feijão, com 36 mil; e sorgo, com 32 mil. “A crise hídrica afeta mais a produção de frutas e de hortaliças do que a de grãos. Tivemos problemas pontuais que não atrapalharão a safra”, afirmou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Argileu Martins.

Mesmo com o aumento da produção, o presidente da Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), Leomar Cenci, cobrou investimento em infraestrutura rodoviária para ajudar no escoamento dos grãos. “Temos padrão de qualidade para exportação, mas falhas de logística. A DF-285 necessita de asfalto urgente, é uma importante saída do DF para Minas Gerais”, explicou.

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Rollemberg aproveitou a ocasião para entregar 15 escrituras de terras aos agricultores. “Isso dará maior segurança jurídica a eles. A escritura serve como garantia para o produtor apresentar às instituições financeiras e ter acesso ao crédito rural”, disse. Ele também destacou a importância do reconhecimento do Ato Cooperativo no DF. “Antes, o produtor pagava impostos ao levar os seus produtos para a cooperativa e também quando os vendia. Agora, ele só será taxado uma vez. Essa era uma reivindicação antiga da categoria”, ressaltou.

Burocracia

Além disso, a Portaria Conjunta Seagri/Ibram nº 1, assinada por Rollemberg, regulamentará a Declaração de Conformidade da Atividade Agropecuária (DCAA), reduzindo a burocracia na liberação de terras para atividades agropecuárias com menor impacto ambiental. A regra contempla atividades que antes não estavam na legislação, como aquicultura, agroindústria de pequeno porte de origem animal sem abate e entrepostos de ovos, leite e mel.

O presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Rodrigo Marques, explicou que a entidade atua com o governo para captar as demandas dos produtores. “Temos 15 técnicos espalhados por áreas do DF e cinco atuando exclusivamente com produtores de grãos”, detalhou. Os profissionais da Emater vão até as propriedades e identificam dificuldades de conservação do solo, problemas ambientais e até burocracias sistêmicas que podem ser modificadas. “A DCAA, por exemplo, foi sugestão nossa. Dava muito trabalho para os produtores conseguirem autorizações ambientais”, concluiu.

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