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Estado de Minas

Confira seis dicas para não ter o celular roubado nos blocos de carnaval

Furtos de celular estragam o carnaval de muitos foliões, mas algumas dicas a serem seguidas dificultam a ação dos bandidos. Veja como evitar que seu aparelho seja o próximo a ser furtado


postado em 08/02/2018 06:00 / atualizado em 08/02/2018 19:28

Smartphones são muito visados em festas como o carnaval(foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)
Smartphones são muito visados em festas como o carnaval (foto: André Violatti/Esp. CB/D.A Press)
 
"Roubaram meu celular! Entrem em contato comigo por inbox ou email." Em época de bloquinhos, festa e multidão, a mensagem acima se repete nas redes sociais. Porém, dá para tomar alguns cuidados e não ser o próximo a publicar uma postagem como essas. O Correio mostra para você as dicas para não ter o aparelho roubado nos blocos deste carnaval.

 

1) Vista uma doleira por baixo da fantasia


Doleiras são como pequenas pochetes finas e discretas, geralmente usadas para viajantes guardar somas em dinheiro fora da carteira — por isso, o nome. Para curtir a folia, basta vestí-la por baixo da fantasia e com os bolsos virados para a frente.

Aproveite e coloque seu dinheiro e documentos para não precisar se preocupar com carteira ou bolsas. Só tome cuidado na hora de tirar o celular para não deixar cair cédulas ou mesmo sua identidade.

É fácil encontrar uma doleira. Elas estão à venda maioria das lojas e quiosques de bolsas e mochilas. Os preços variam de R$ 10 a R$ 40, dependendo do tamanho e da qualidade do material.
 
Doleiras como a da foto são práticas, leves e, principalmente, discretas(foto: Deuter/Divulgação)
Doleiras como a da foto são práticas, leves e, principalmente, discretas (foto: Deuter/Divulgação)
 

2) Nunca coloque o celular no bolso traseiro


Guardar o aparelho nos bolsinhos de trás é dor de cabeça na certa. "Fica difícil perceber quando alguém furta", avisa a tenente Adriana Vilela, assessora de comunicação da Polícia Militar do Distrito Federal. 

Os ladrões avistam com facilidade um celular guardado nos bolsos traseiros. Afinal, geralmente menos fundos do que os frontais, dá para enxergar de longe o volume que denuncia o aparelho.

E atenção: os bolsos da frente também dão pouca segurança contra furtos. "O celular pode ficar parcialmente à mostra e, em uma distração, o ladrão consegue furtar discretamente", alerta a tenente.

3) Cuidado com bolsas e mochilas


Nem sempre dá para levar só celular e dinheiro. Às vezes, não dá para escapar de levar protetor solar, muda de roupa e até comida. Nesse caso, aponta a tenente Vilela, o melhor é não deixar os objetos de valor na bolsa ou nas mochilas. "O ladrão pode abrir o zíper e pegar o aparelho sem que ninguém note", comenta.

Se for o caso, coloque a mochila virada para frente. Pequenas bolsas devem ficar bem rentes ao corpo, com muito cuidado para não cair durante as festas. 

4) Leve um celular velho sobressalente


(foto: Divulgação/Nokia)
(foto: Divulgação/Nokia)
O folião que deixa o telefone em casa pode até ficar mais tranquilo por se livrar do risco de prejuízos. Porém, para marcar um ponto de encontro com amigos ou até —  Deus o livre! — chamar a emergência, levar o celular dá alguma margem de segurança durante os bloquinhos.

A solução? Procurar um aparelho antigo em casa apenas para levar à folia. "Pode ser um desses celulares que só servem para fazer chamadas", sugere a tenente Vilela.

Há até um apelido para esses dispositivos mais simples, típicos da primeira metade dos anos 2000: "burrofones". Os mais básicos podem custar menos de R$ 50. O preço de outros mais elaborados chega aos R$ 200. A desvantagem é não compartilhar com os amigos as fotos das melhores fantasias em tempo real.

5) Evite multidões


Imagine o pior cenário: você foi ao bloquinho direto do restaurante, do shopping ou mesmo do trabalho e não teve como prever um jeito mais seguro de guardar o celular. Só mesmo no bolso — e, para piorar, o traseiro.

Não precisa desistir do carnaval. Porém, a tenente Vilela, da PM, recomenda tomar o máximo de cuidado com multidões nesses casos. "Fique do lado de fora da aglomeração para não se tornar alvo, pois ladrões se aproveitam dos momentos de maior tumulto", recomenda a policial.

Se precisar atravessar a multidão, espere o bloco passar. Ou então, encontre um caminho alternativo e dê a volta.
 
Multidão no Bloco dos Raparigueiros, no carnaval do ano passado. Grandes aglomerações facilitam a ação de ladrões de celulares(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Multidão no Bloco dos Raparigueiros, no carnaval do ano passado. Grandes aglomerações facilitam a ação de ladrões de celulares (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
 

6) Brinque, mas mantenha a atenção


Ninguém espera que o folião deixe de aproveitar só pelo medo de ter o celular roubado. Ainda assim, um pouco de atenção reduz a possibilidade de entrar na lista dos azarados do carnaval.

"O ladrão se aproveita de quem está mais desatento. Tome cuidado para não deixar o celular tão exposto", sugere a tenente Vilela. Assim, cheque sempre se o aparelho está visível. 

Tente também ser discreto ao sacá-lo para telefonar ou mandar alguma mensagem: um larápio pode estar à espreita e saber onde você o guardou.

Furtaram meu celular. E agora?


Se não deu para evitar o furto, procure o mais rápido possível uma delegacia de polícia. Apesar de muitos foliões relatarem que fazer o boletim de ocorrência não dá resultado, o registro aumenta a possibilidade de receber de volta o celular. "Sempre encontramos uma quantidade grande de aparelhos em abordagens feitas a suspeitos durante as festas", afirma a tenente Vilela.

Na delegacia, informe o número do IMEI do aparelho furtado. Trata-se de um código internacionalmente padronizado que funciona como se fosse o chassi de um carro. Para ver o seu, basta teclar *#06* que o número aparecerá automaticamente na tela, mesmo sem conexão com a internet. Uma vez registrado, aumentam as chances de recuperar o telefone ou de bloqueá-lo.

Além disso, vale procurar o policial militar mais próximo, principalmente se der para descrever as características do suspeito. "Mas isso precisa ser feito logo depois do furto. Se passar muito tempo, vai ser difícil identificar", alerta a policial.

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