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Extinção de macacos e de grandes primatas põe em risco espécies vegetais

Conclusão é do estudo da Universidade de Lund, na Suécia. Segundo especialistas, a reprodução de muitas árvores frutíferas depende desses animais, que ajudam a espalhar as sementes

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postado em 02/04/2013 06:09 / atualizado em 02/04/2013 08:38

Paloma Oliveto

James Akena/Reuter - 21/10/12


A caça ilegal já foi apontada como a principal causa do declínio de espécies selvagens na África. Os animais, contudo, não são os únicos atingidos. De acordo com um estudo publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B, a matança de macacos na Nigéria também está levando a vegetação ao colapso. As consequências, de acordo com os pesquisadores, são dramáticas tanto para a natureza quanto para as populações humanas que vivem próximas às florestas, pois a produção de nozes e de frutos largamente consumidos por essas pessoas entrou em declínio.

Os macacos e os grandes primatas são semeadores naturais. Ao comer as frutas, eles dispersam as sementes pela floresta, já que costumam levá-las para onde vão. Além disso, o esterco produzido lança à terra os grãos que, mais tarde, darão origem a novas árvores. Eliminar ou diminuir populações desses animais cria um desequilíbrio no ecossistema, que pode ser mais grave do que se imagina. Segundo os pesquisadores da Universidade de Lund, da Suécia, o papel de macacos pequenos e de grandes primatas na manutenção da floresta é tão importante que as áreas onde eles são facilmente caçados começam a apresentar características diferentes, com predomínio de árvores que se dispersam sem a necessidade da presença desses animais.

 

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