Adultos perdem o medo e a timidez para aprender a andar de bicicleta

Divertir-se pedalando, dentro da água ou sobre os patins pela cidade não é privilégio das crianças

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postado em 28/10/2014 09:48 / atualizado em 28/10/2014 09:56

André Violatti/Esp.CB/D.A Press

Nunca é tarde para aprender a nadar, a andar de bicicleta ou de patins. Com a ajuda de voluntários ou em academias que oferecem aulas especializadas, adultos deixam a vergonha ou o medo de lado para começar a praticar atividades que a maioria das pessoas aprende quando ainda é criança. Vencidos os traumas, surgem os relatos de orgulho pela missão cumprida e a sensação de que a saúde também ganha com as novas habilidades.

Roliana Araújo, 58 anos, não teve chance de pedalar quando mais nova. “O meu grande sonho era aprender a andar de bicicleta, mas eu achava impossível. Todas as vezes em que tentei foram um fracasso”, conta. A vontade permaneceu quando adulta, mas ela demorou a procurar ajuda porque tinha receio de contar que ainda era um sonho andar de bicicleta. Há um ano, a servidora pública resolveu entrar em contato com o projeto Bike Anjo Brasília. Mesmo com a disponibilidade dos voluntários, demorou a criar coragem. O incentivo e a insistência dos professores, porém, acabaram vencendo.

“Eles até se ofereceram para vir à minha casa me ensinar. Só depois de um tempo, resolvi ir às aulas”, conta. “Eu tinha tanta vergonha que até pedi ao meu marido que não fosse comigo na primeira.” Nilton Lemos, 55, não presenciou a façanha que impressionou até a protagonista. “Em duas horas e meia, já estava pedalando sozinha. Não acreditei”, lembra Roliana. A servidora pública conta que não teve tanta dificuldade, mas que, para diminuir as dificuldades e vencer os medos, foi importante encontrar alguém que passasse confiança. “Com o carinho e a paciência de quem ensina, tudo é possível”, garante.

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Segundo a psicóloga Marília Monteiro, é comum os adultos criarem barreiras na hora de aprender uma atividade, principalmente quando ela está ligada à juventude. “À medida que crescemos, vamos colocando algumas amarras. Uma delas é a vergonha, o medo do ridículo. Já a criança não tem essa linha entre o que é ou não aceitável”, compara.

Benefícios para o cérebro
Pesquisas recentes indicam os benefícios a longo prazo das atividades aeróbicas, como a natação, a corrida e o ciclismo. De acordo com estudo da Academia Americana de Neurologia, jovens adultos que praticam esse tipo de exercício podem chegar aos 40 anos com o cérebro mais “esperto”. A Universidade de Minneapolis, nos Estados Unidos, recrutou quase 3 mil voluntários com média de 25 anos. A capacidade respiratória e o perfil cognitivo dos participantes foram analisados no início do experimento e 25 anos depois. Os que apresentaram melhor desempenho cognitivo tiveram o menor declínio da capacidade cardiorrespiratória. Para os pesquisadores, esse efeito diminui as chances de desenvolvimento de demência. Também nos EUA, estudiosos do Centro de BrainHealth, na Universidade do Texas, analisaram os efeitos dos exercícios aeróbicos em participantes mais velhos, com 57 a 75 anos, e sedentários. Os voluntários passaram a exercitar-se diariamente. Três meses depois, foram constatadas alterações no fluxo cerebral em uma região associada à cognição superior no fim da vida.

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