Ciência e Saúde

Insegurança econômica está ligada à menor resistência à dor, diz pesquisa

Segundo a análise, nas casas onde os recursos começam a faltar, o consumo de analgésicos aumenta, indicando uma relação entre a conta-corrente e o bem-estar físico

Vilhena Soares
postado em 05/04/2016 06:10
Segundo a análise, nas casas onde os recursos começam a faltar, o consumo de analgésicos aumenta, indicando uma relação entre a conta-corrente e o bem-estar físico Todo mês é assim: as contas começam a chegar, e a calculadora não tem mais descanso. Fazer ginástica para evitar que o orçamento entre no vermelho é algo conhecido por muita gente. O que talvez poucos saibam é que a falta de dinheiro não dói só no bolso, mas é sentida também no corpo. Uma pesquisa norte-americana sugere que problemas monetários podem afetar diretamente a saúde das famílias. Segundo a análise, nas casas onde os recursos começam a faltar, o consumo de analgésicos aumenta, indicando uma relação entre a conta-corrente e o bem-estar físico.

De acordo com os autores do trabalho, a ideia de verificar a ligação entre os problemas financeiros e dores físicas surgiu de algumas observações anteriores. ;Percebemos uma tendência cada vez mais prevalente entre a insegurança econômica e queixas de dor física. Por isso, começamos a nos perguntar se essas duas tendências sociais não estariam realmente ligadas;, explica ao Correio Eileen Chou, pesquisadora da Universidade de Virgínia (EUA) e uma das autoras do estudo.



Os cientistas realizaram uma série de análises para saber se dor e dificuldades financeiras caminhavam juntas. Em uma delas, um banco de dados de 33.720 consumidores foi analisado. As informações, colhidas em 2008, mostraram que, em famílias formadas por casais nas quais ambos os adultos estavam desempregados, o consumo de analgésicos era 20% maior do que nas casas em que pelo menos um deles trabalhava.

Em outra etapa, realizada por meio de um experimento de laboratório, os autores pediram que voluntários mantivessem a mão em um balde de água gelada. Eles observaram que os voluntários com preocupações quanto ao mercado de trabalho mostraram menos capacidade de tolerar o desconforto.

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