Estudo mostra que agropecuária produz cada vez mais em áreas menores

A pesquisa, realizada pela Universidade Federal de Viçosa, permite projetar crescimento do setor sem ameaça às florestas

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 21/05/2016 08:10

É possível frear o desmatamento sem sacrificar o crescimento da agropecuária brasileira. A conclusão é de um grande levantamento realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que mapeou a crescente ocupação de terras no Brasil destinadas ao negócio agrícola e avaliou a produtividade das principais culturas do país. Imagens de satélite e dados da produção nacional revelam que, apesar do contínuo crescimento do setor, os fazendeiros têm usado cada vez menos espaço para plantações e criações de gado. O bom uso da terra e a recuperação do solo, defendem os pesquisadores, tem potencial para sustentar esse crescimento por muitos anos. Eles calculam que o país tem uma área do tamanho do estado de Minas Gerais que pode ser reutilizada para a expansão da agricultura.

O levantamento foi realizado com dados do uso agrícola da terra brasileira registrados desde 1940, assim como informações do cultivo de soja, milho e cana-de-açúcar das últimas três décadas. As informações dos censos agropecuários realizados pelo IBGE foram cruzadas com as imagens de satélite de um banco de dados que mostra o desmatamento no mundo, o Global Forest Change, produzido pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Também entraram no relatório as informações relativas à pastagem plantada e natural usada para a criação bovina, além dos índices de produtividade de gado.

As lacunas foram preenchidas com métodos de estimativas estatísticas, e, após a utilização de ferramentas matemáticas, chegou-se a um conjunto de 500 mapas que revelam como o Brasil avança no uso das terras destinadas à agropecuária a cada quilômetro quadrado. “Dos mapas que já existiam, a maior parte era como fotografias de determinados anos ou de certa região ou bioma. O que estamos apresentando são dados anuais do Brasil todo, dos últimos 72 anos de uso do solo”, compara Lívia Dias, principal autora do estudo.

Dias produziu a extensiva análise como parte de sua tese de doutorado na UFV e publicou o artigo que descreve o trabalho na revista especializada Global Change Biology. “Conhecendo a condição atual da agricultura brasileira e como se formou historicamente conseguiremos propor melhorias”, acrescenta a pesquisadora. Os mapas foram disponibilizados para acesso gratuito no site do Departamento de Engenharia Agrícola da UFV. “Esse tipo de informação ajuda a criar políticas de aumento da produtividade.”

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.