Lesões causadas por catarata e glaucoma podem deixar sequelas irreparáveis

A perda da visão é a consequência principal da catarata e do glaucoma, consideradas as mais graves doenças dos olhos. A primeira tem a complicação revertida após cirurgia

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postado em 30/05/2016 09:54

Maurenilson Freire/CB/D.A Press

Belo Horizonte —
O diagnóstico tardio e a falta de informação sobre o glaucoma ainda são os principais desafios do Brasil para conter o avanço da cegueira. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a complicação oftalmológica é a primeira causa de perda irreversível da visão no mundo — por ano, são registrados 2,4 milhões de novos casos. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) estima que 1 milhão de homens e mulheres sofrem com o problema e 70% nem sequer sabem que têm a doença.

“O aumento da expectativa de vida da população é um fator que contribui para o aumento do número de casos, desempenhando um papel importante na sua prevalência e incidência. Muito tem sido feito, mas, a despeito de todos os esforços empreendidos, o glaucoma continua cegando milhões de pacientes em todo o mundo. Portanto, muito há que se fazer”, alerta o presidente da SBG, Marcelo Palis Ventura.

Secretário-geral da SBG e oftalmologista do Centro Oftalmológico e do Instituto de Olhos Pampulha, ambos em Belo Horizonte, Emilio Suzuki cita uma pesquisa feita pelo Ibope em 2013 que ilustra a desinformação sobre o glaucoma no país. O levantamento, encomendado pela SBG, baseou-se na entrevista de mais de 2 mil pessoas de várias cidades. Mostrou que a maioria não sabia que o glaucoma era uma doença dos olhos e acreditava que a enfermidade tinha cura.

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Por ser uma doença assintomática na fase inicial (veja infográfico), essa falta de informação é um perigo enorme para a população, dizem especialistas. O primeiro sintoma já é perda da visão periférica e, quando o paciente chega ao consultório com essa queixa, não é mais possível reverter o quadro, apenas frear a doença. Pesquisas indicam que cerca de 80% das pessoas com glaucoma só procuram o oftalmologista após sentir essas alterações.

Coordenador do Departamento de Glaucoma do Hospital de Olhos Rui Marinho, em Belo Horizonte, Marcos Vianello cita ainda outro dado alarmante em relação ao cuidado com a saúde dos olhos. “Pesquisa da SBG mostra que 40% dos brasileiros nunca foram ao oftalmologista e 20%, apenas uma vez. Os outros 40% visitam com certa regularidade o oftalmologista”, detalha o médico. Ele alerta que exames em óticas e nos departamentos nacionais de trânsito (Detrans) não podem ser considerados como uma análise completa da condição oftalmológico e pede para que toda a população exija, em uma consulta com o especialista, a medida da pressão ocular e o exame de fundo de olho. “O paciente deve cobrar do médico esses procedimentos”, afirma.

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