Estudo descobre possível causa para altas temperaturas em Júpiter

Estudo mostra que a grande mancha vermelha - uma tempestade imensa e constante - é responsável pelas altas temperaturas observadas na atmosfera superior do planeta

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postado em 28/07/2016 06:10 / atualizado em 28/07/2016 07:23

Nasa/AFP

Um mistério que há tempos intriga astrônomos acaba de ser desvendado. Até agora, os especialistas não sabiam explicar por que a temperatura nas camadas mais altas da atmosfera de Júpiter — a cerca de 400km de altitude — é próxima à da observada na Terra. Se o maior planeta do Sistema Solar está a uma distância do Sol cinco vezes maior, o esperado seria que essa sua região fosse mais fria, a não ser que o gigante abrigasse alguma fonte de calor extra.

Pois foi justamente esse “aquecedor” que cientistas das universidades de Boston (Estados Unidos) e de Leicester (Reino Unido) encontraram e apresentam na edição desta semana da revista especializada Nature. Ironicamente, essa fonte praticamente “gritava” a todo instante para ser notada. O calor, descobriram os pesquisadores, emana da grande mancha vermelha, uma marca que ora aparece avermelhada, ora mais amarelada, e sempre chama a atenção de quem olha uma foto de Júpiter.

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A grande mancha de Júpiter é sem dúvida uma das maravilhas do Sistema Solar. Descoberta no século 17, pouco depois de Galileu iniciar a astronomia telescópica, ela não é uma marca na superfície do planeta, mas uma gigantesca tempestade — chega a ter um diâmetro três vezes maior que o da Terra —, frequentemente chamada de “furacão perpétuo”. É formada por uma profusão de gases que giram continuamente, às vezes levando seis dias para dar uma volta completa.

Um dos autores do estudo, Luke Moore, pesquisador do Centro para Física Espacial da Universidade de Boston, explica que sempre se desconfiou que a mancha pudesse ter relação com o calor acima do esperado no planeta. Porém, isso nunca era confirmado. “Ela é uma ótima fonte de energia para aquecer a atmosfera superior de Júpiter, mas não tínhamos evidência de seus efeitos reais sobre as temperaturas observadas a altas altitudes”, explica em um comunicado.

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