Anticoncepcionais reduzem casos de câncer de ovário, diz estudo

Argentina, Chile e Uruguai mostraram uma queda em casos de câncer de ovário entre 2002 e 2012, mas em Brasil, Colômbia, Cuba, México e Venezuela houve um aumento da mortalidade

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postado em 06/09/2016 12:51 / atualizado em 06/09/2016 13:40

 Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press

Paris, França
- As mortes por câncer de ovário diminuíram em muitos países entre 2002 e 2012 e seguirão caindo pelo menos até 2020, principalmente graças à generalização do uso da pílula anticoncepcional, revela um estudo publicado nesta terça-feira. Outra explicação plausível pode ser a menor utilização de tratamento hormonal em mulheres na menopausa há uma década, indica o estudo publicado pela revista Annals of Oncology.

Acredita-se que os contraceptivos orais têm um efeito protetor contra o câncer de ovário, enquanto o tratamento hormonal substitutivo aumentaria o risco. Em seu estudo, os pesquisadores liderados por Carlo La Vecchia, da Universidade de Milão, mostraram que a redução da mortalidade por câncer de ovário foi mais acentuada nos Estados Unidos (-16%), na Austrália e na Nova Zelândia (-12%). A mortalidade baixou 10% nos países da União Europeia (UE) entre 2002 e 2012, passando de 5,76 mortes por cada 100 mil mulheres a 5,19.

Mas a queda variou segundo os países, de 0,6% na Hungria a 28% na Estônia. "As grandes variações da taxa de mortalidade na Europa diminuíram desde os anos 1990 (...) provavelmente devido a uma utilização mais uniforme dos anticoncepcionais orais, assim como por fatores reprodutivos, como a quantidade de filhos por mulher", destacou La Vecchia.

Ele reconhece, no entanto, que existem diferenças notáveis entre países como Grã-Bretanha, Suécia ou Dinamarca, por um lado, onde as mulheres começaram a tomar anticoncepcionais a partir dos anos 1960, e os países da Europa Oriental, que o fizeram mais tarde.


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Outras regiões mostraram tendências menos consistentes. A quantidade de câncer de ovário diminuiu nos países do cone sul da América Latina. Argentina, Chile e Uruguai mostraram uma queda entre 2002 e 2012, mas em Brasil, Colômbia, Cuba, México e Venezuela houve um aumento da mortalidade.

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