Cigarro deixa parede do coração espessa, indica estudo norte-americano

A equipe acompanhou 4.580 voluntários com idade média de 75,7 anos e sem sinais óbvios de doença cardiovascular, constatada por ecocardiograma

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postado em 23/09/2016 09:03

Paul J. Richards/AFP

O tabagismo faz com que o coração perca a capacidade de espalhar suficientemente o sangue para o resto do corpo, o que pode resultar em ataques cardíacos. O efeito é constatado por médicos e cientistas, mas ainda não está claro o mecanismo que faz com que as substâncias presentes no cigarro aumentem o risco de insuficiência do órgão. Um estudo feito no Brigham and Women’s Hospital in Boston, em Massachusetts, nos Estados Unidos, traz uma resposta para esse enigma: o coração de fumantes têm as paredes mais espessas, comprometendo, assim, a sua função de bombeamento.


“Além disso, quanto mais a pessoa fumar, maior o dano à estrutura e à função do coração, o que reforça as recomendações de que fumar é perigoso e deve ser interrompido”, complementou Wilson Nadruz, principal autor do estudo. Para chegar às conclusões, a equipe acompanhou 4.580 voluntários com idade média de 75,7 anos e sem sinais óbvios de doença cardiovascular, constatada por ecocardiograma.

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Os cientistas consideraram a influência de fatores como idade, raça, índice de massa corporal, pressão arterial, diabetes e consumo de álcool e concluíram que, ainda assim, os fumantes tinham paredes mais espessas do coração e função de bombeamento reduzida se comparados aos não fumantes e aos ex-fumantes.

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