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Sonda da Nasa registra possível oceano frio e pegajoso em Plutão

A partir de dados coletados pela sonda, os astrônomos determinaram o tamanho e a profundidade de uma cratera que surgiu milhões de anos atrás por conta de um forte impacto com outro corpo celeste

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postado em 17/11/2016 06:00 / atualizado em 16/11/2016 23:50

NASA/Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins/Southwest Research Institute


Plutão parece esconder mais segredos em seu coração do que se pensava. Um estudo publicado nessa quinta-feira (16/11) na revista Nature destaca que a grande mancha em formato de coração do planeta — uma região batizada de Tombaugh Regio — pode conter um oceano frio e pegajoso abaixo de sua superfície. A descoberta foi feita pela equipe da missão New Horizons, da agência espacial americana, a Nasa, que sobrevoou o planeta-anão com uma sonda durante três meses, no ano passado. O coração é a área mais brilhante da superfície do planeta e vem sendo observado há décadas. Curiosamente, ele fica sempre oposto à maior lua de Plutão, Caronte, em um fenômeno que se manteve sem explicação até agora.

A partir de dados coletados pela sonda, os astrônomos determinaram o tamanho e a profundidade de uma cratera localizada dentro do coração, a Sputinik Planitia, que surgiu milhões de anos atrás por conta de um forte impacto com outro corpo celeste. “Seu tamanho é proporcionalmente semelhante às maiores crateras de Mercúrio e Marte”, disse Richard Binzel, um dos astrônomos que participaram da missão. “Os dados mostram que a cratera não somente fica oposta a Caronte, mas é quase exatamente oposta”, afirma Binzel, que também é professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). “Então, nós nos perguntamos: ‘Quais são as chances disso acontecer por acaso? E o que pode causar esse alinhamento?’”

O brilho incomum da Tombaugh Regio indica a presença de nitrogênio, tanto congelado quanto líquido, na região, segundo dados da New Horizons. É possível, portanto, que haja um oceano contendo o elemento sob a superfície da Sputinik Planitia. Em um estudo anterior, os pesquisadores descobriram que esse nitrogênio parece estar em constante movimento, devido a uma falha geológica localizada no fundo da cratera.

 

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