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No mundo, 1,13 bilhão de adultos têm hipertensão; número dobrou em 40 anos

Enfermidade que demora a revelar suas complicações cresce principalmente nos países pobres e em desenvolvimento

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postado em 17/11/2016 06:00 / atualizado em 17/11/2016 00:05

Breno Fortes/CB/D.A Press


Nas últimas quatro décadas, enquanto os países ricos começaram a se livrar do maior fator de risco de doenças cardiovasculares, as nações pobres e em desenvolvimento fizeram o movimento contrário. Uma meta-análise da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicada na revista médica The Lancet, contendo informações de 97% da população adulta global, mostra que, de 1975 a 2015, o número de indivíduos acima de 18 anos vivendo com hipertensão praticamente duplicou. Hoje, eles são 1,13 bilhão. Contudo, há expressivas diferenças regionais e algumas de gênero — no Brasil, por exemplo, há menos mulheres com pressão alta do que no passado, mas a quantidade de homens com o problema aumentou.

A publicação da OMS mostra que lugares como Estados Unidos e Austrália registraram redução nos índices de hipertensão ao longo de quatro décadas. Já em países como Níger, na África, e Croácia, no leste europeu, houve uma explosão de casos. “A pressão alta não está mais associada a posses, como era em 1975. Agora, é um problema grave de saúde ligado à pobreza”, disse, em nota, Majid Ezzati, professor da Faculdade de Saúde Pública do Imperial College London e um dos autores do trabalho.

O especialista em epidemiologia e saúde pública esclareceu que, embora o trabalho — o maior já realizado sobre hipertensão — não tenha investigado as causas, é possível que a mudança de padrão se deva, em parte, ao fato de nações desenvolvidas estarem consumindo mais frutas e vegetais, o que reduz os fatores de risco. “Outra coisa é que, em países ricos, a hipertensão é diagnosticada mais cedo e controlada mais efetivamente com medicamentos”, afirmou.

 

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