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Com temperatura média de 20ºC, Ártico sofre com calor acima do normal

Especialistas fazem uma previsão alarmante: a partir de 2030, a camada de gelo no hemisfério pode desaparecer

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postado em 26/11/2016 10:00

AFP / European Geosciences Union / Mario HOPPMANN


Em pleno outono no Hemisfério Norte, a Região Ártica vem registrando temperaturas recordes e um retrocesso sem precedentes dos bancos de gelo. Especialistas alertam que a área está imersa em um “círculo vicioso” que deve se tornar cada vez mais frequente em razão do aquecimento resultante das mudanças climáticas.

Divulgado ontem, o Relatório de Resiliência do Ártico, elaborado por especialistas de 11 organizações, aponta 19 “pontos de inflexão”, onde o degelo teria consequências globais. “Cerca de zero graus Celsius no Polo Norte, ou seja, 20ºC acima da média!”, advertiu na semana passada o Instituto Meteorológico Dinamarquês (DMI). No último mês, o termômetro se manteve entre 9°C e 12°C acima da média para esse período.


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Os reflexos dessa situação são gritantes. Os bancos de gelo estão nos níveis mais baixos, em uma região cujo clima tem um grande impacto em todo o planeta e que se aquece duas vezes mais rápido que o resto do mundo. No fim do verão, a superfície dos gelos árticos era a segunda menor já registrada (4,14 milhões de km2), atrás somente da constatada em 2012, de acordo com informações do Centro Nacional de Dados de Gelo e Neve (NSIDC) dos Estados Unidos. Nesse ritmo, a camada de gelo polar pode desaparecer completamente no verão do Hemisfério Norte a partir de 2030.

No mês passado, com o início do outono, a área gelada aumentou para 6,4 milhões de km2, o equivalente a um terço da média de 1981-2010. Segundo os especialistas, trata-se da menor superfície para essa estação desde o início dos registros por satélite, em 1979.

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