Ondas de rádio detectadas há quase 10 anos podem vir de outra galáxia

"Esse simples fato é um enorme avanço para nossa compreensão desses eventos", disse Shami Chatterjee, astrônomo da Universidade de Cornell, nos EUA

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postado em 05/01/2017 06:00

Futselaar/Divulgação
 
Uma das mais raras e breves explosões de ondas de rádio cósmicas que vêm confundindo os astrônomos desde que detectadas, há quase 10 anos, finalmente foram associada a uma fonte: uma antiga galáxia anã localizada a mais de 3 bilhões de anos-luz da Terra. Essas ondas de rádio rápidas, que “piscaram” por poucos milissegundos, provocaram agitação no meio científico porque pareciam vir de fora da nossa galáxia, o que significa que teriam de ser muito poderosas para serem detectadas daqui. Além disso, jamais foram observadas novamente.
 
 
“Agora, sabemos de onde veio essa explosão”, disse Shami Chatterjee, astrônomo da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. “Esse simples fato é um enorme avanço para nossa compreensão desses eventos.” Chatterjee e outros cientistas apresentaram a descoberta na reunião da Sociedade Astronômica Americana em Grapevine, Texas, e em um artigo na revista Nature.

As explosões de rádio rápidas (FRB, sigla de inglês) foram vistas pela primeira vez em 2007, e  hoje sabe-se que existem 18. Todas foram detectadas com radiotelescópios que, contudo, não conseguem identificar a origem do fenômeno. Mas, com a ajuda do superequipamento Karl G. Jansky Very Large Array (VLA), um sistema de múltiplas antenas que determina precisamente a localização de um objeto no céu, os cientistas foram capazes de rastrear as explosões de uma década atrás. Com o VLA servindo de GPS, o telescópio Gemini North, no Havaí, gerou uma imagem de luz visível que mostrou de onde vêm as curiosas explosões.
 
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