Cientistas identificam mecanismo estratégico para a cura do HIV

Descoberta faz parte de uma peça-chave no maquinário que permite ao vírus HIV se integrar ao DNA humano e começar a se replicar

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postado em 06/01/2017 06:05

Cientistas do Instituto Salk, nos EUA, desvendaram a estrutura atômica de uma peça-chave no maquinário que permite ao vírus HIV se integrar ao DNA humano e começar a se replicar. Há décadas, os pesquisadores tentavam solucionar esse problema. A descrição desse complexo, chamado intassomo, foi feita na revista Science e pode ajudar no desenvolvimento de novas drogas.

“Estamos particularmente animados com a possibilidade de compreender e combater os mecanismos da resistência viral”, diz Dmitry Lyumkis, autor sênior do estudo. “O HIV é um vírus muito esperto e aprendeu a enganar mesmo algumas das melhores drogas do mercado. Entender os mecanismos do escape viral e desenvolver tratamentos mais amplamente aplicáveis será a principal direção (da pesquisa de medicamentos) do futuro.”

Uma classe de remédios chamada inibidores da transferência da cadeia pela integrase (INSTIs), que foca no intassomo, recebeu aprovação das agências dos EUA e da Europa. Embora sejam considerados uns dos melhores medicamentos disponíveis, os cientistas, até agora, tinham compreensão limitada do mecanismo preciso de ação dessas drogas e de como o vírus constrói sua resistência. Isso porque o intassomo do HIV é notoriamente difícil de estudar no nível atômico. “Agora, temos o primeiro diagrama desse mecanismo, que nos permitirá estudar os INSTIs”, diz Lyumkis.

Como é um retrovírus, o HIV insere uma cópia de DNA do genoma de seu RNA no DNA do hospedeiro, usando o intassomo, que corta e cola o material genético viral utilizando integrases. Essas enzimas são estudadas por cientistas desde 1994 e com avanços, por meio da análise do PFV, um retrovírus similar ao HIV. Mas a estrutura completa do intassomo do vírus da Aids continuou um problema difícil de ser solucionado por meio das técnicas convencionais.

No novo trabalho, Lyumkis usou a tecnologia crio-microscopia eletrônica, que tem permitido aumentar moléculas complexas e dinâmicas. Na análise, a equipe percebeu diferenças quando comparou enzimas do HIV às do PFV. “Embora essas variações sejam pequenas, elas podem ser de grande importância para o desenvolvimento de drogas e a compreensão de mecanismos de resistência”, diz Dario Passos, primeiro autor do artigo.

 

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