2016 é o ano mais quente da história

As agências de monitoramento do clima apontam como principais razões para o aumento da temperatura a queima de combustíveis fósseis como o gás e o petróleo

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postado em 18/01/2017 17:46

O ano de 2016 foi o mais quente da história, a constatação foi revelada ontem pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), da Suíça, e também por agências de monitoramento americanas. De acordo com as instituições, a temperatura é a mais alta desde o século XIX, data em que teve início os primeiros registros globais do clima além de ser o terceiro recorde global consecutivo de aquecimento. De acordo com cientistas, os dados registrados causam preocupação já que apontam um ritmo acelerado das mudanças climáticas.

Considerando a média global das temperaturas nas superfícies terrestre e oceânica durante todo o ano, a Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA em inglês) mostrou que os dados de 2016 “foram os mais altos desde os inícios dos registros, em 1880”. A agência também informou que a temperatura média global no ano passado foi de 0,94 graus Celsius acima da média do século XX, e 0,04º graus Celsius mais alta do que em 2015, o recordista anterior. A agência espacial americana (Nasa) também apontou 2016 como o ano mais quente da história.

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Além de confirmar as informações divulgadas pelos órgãos americanos, a OMM divulgou que as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono e de metano atingiram níveis recordes. O secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, declarou que “2016 foi um ano extremo para o clima global”. As agências de monitoramento do clima apontam como principais razões para o aumento da temperatura a queima de combustíveis fósseis como o gás e o petróleo, que emitem o dióxido de carbono, metano e outros poluentes que contribuem para o efeito estufa.

Para especialistas, os dados divulgados reforçam a necessidade de combater o aquecimento. “O novo recorde mostra a concretização dos piores cenários de aquecimento global. Assim, é mais urgente do que nunca o fortalecimento da cooperação internacional e o aumento dos esforços de todos os países e atores para impedir um aprofundamento da crise climática”, declarou em um comunicado à imprensa Mark Lutes, analista-sênior de clima do WWF- Brasil.
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