Cirurgia bariátrica: pacientes começam a trocar consultas pelo Dr. Google

A internet é fonte recorrente de informação dos obesos submetidos à cirurgia e dos com indicação para fazê-la, mostra estudo brasileiro

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postado em 05/02/2017 08:00



Desde que a internet se popularizou, o brasileiro elegeu um novo médico da família: o famoso Dr. Google. Com as redes sociais e os aplicativos de mensagem instantânea, o hábito de trocar informações sobre saúde aumentou ainda mais. No dia a dia do consultório, Michele Pereira Martins, psicóloga de Brasília com atuação em obesidade e integrante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCMB), percebeu o poder que essas ferramentas exercem sobre pacientes que fizeram ou têm indicação para o procedimento cirúrgico. Ela resolveu pesquisar o tema e descobriu que muitos chegam a substituir o acompanhamento médico pelas “consultas” on-line.

A pesquisa da especialista, publicada na revista Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva, foi feita com 103 pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. No pré e no pós-operatório, a internet era acessada diariamente com objetivo de pesquisar sobre o procedimento por 51,5% dos entrevistados. Facebook e sites de busca foram os mais utilizados, mas a psicóloga, que pretende continuar a investigar o tema, acredita que, com a rapidez com que aplicativos como WhatsApp se disseminam, resultados futuros devem colocar essa plataforma como uma das mais populares. “Os pacientes sempre relataram o uso frequente da internet para se informar sobre a cirurgia. Uma, em especial, quis desmarcar às vésperas, porque colocou um filtro de busca sobre complicações do procedimento”, conta Martins.

A psicóloga não é contra as pesquisas e trocas de experiências on-line e reconhece que o processo, além de irreversível, pode ser benéfico. “É uma forma de empoderar o paciente, torná-lo mais ativo”, diz. Porém, preocupa-se com a qualidade. “O ideal é que ele busque validar as informações em sites como os de associações médicas. O risco é que o paciente substitua as informações da equipe multiprofissional, se automedique e até mesmo somatize os problemas relatados por outros”, alerta.

 

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Wilson
Wilson - 05 de Fevereiro às 20:37
o PROBLEMA É UM SÓ GRRRRRRRRRRRRRRRRAAAAAAAAAAANNNNNNNNNNNNNNNNNNNAAAAAAAAAAA