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Extrato da folha da maçaranduba é usada em tratamento contra DST

Substância mata protozoário causador da tricomoníase, mostra pesquisa brasileira. Mais comum em mulheres, a doença pode facilitar a ocorrência de infecções mais graves, como a do HIV

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postado em 08/02/2017 06:00 / atualizado em 08/02/2017 07:59

Arte/CB/DA Press
 

Uma planta do nordeste brasileiro pode ser a fonte de tratamento para a tricomoníase, doença sexualmente transmissível (DST) que, além de coceira e dificuldade ao urinar, aumenta as chances de ocorrência de outras infecções mais graves, como a pelo HPV e pelo HIV. A propriedade da maçaranduba foi descoberta por pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), com sede em Campina Grande, na Paraíba, e detalhada recentemente na revista científica Experimental Parasitology. A expectativa é que o achado possa ajudar no desenvolvimento de remédios mais eficazes para tratar a DST.


Encontrada no Nordeste, a maçaranduba pertence à família Saputi, presente em um extenso território brasileiro, do Piauí à Bahia. O extrato utilizado foi de folhas coletadas no Parque Nacional do Catimbau, em Buíque, município pernambucano. “No laboratório, desidratamos a folha em uma estufa e produzimos um pó. Nele, usamos também a acetona, semelhante à que retira esmalte, só que em uma fórmula mais pura, que ajuda a extrair todas a suas substâncias”, explica ao Correio Alexandre Gomes, um dos participantes do estudo e pesquisador do Insa.


Feito o extrato da planta, os pesquisadores o colocaram em contato com protozoários que causam a tricomoníase em duas espécies: o Trichomonas foetus, que atinge o gado, e o Trichomonas vaginalis, que acomete humanos (Veja infográfico). “Foram testados na pesquisa nove dosagens diferentes da planta. No fim, chegamos à concentração de 10mg/ml, quantidade necessária para matar 100% das duas variações de Trichomonas”, detalha Gomes. Os experimentos também mostraram que o extrato contém flavonoides e taninos, substâncias com ação antioxidante.

 

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