Estudo revela que tiranossauro rex tinha escamas, não pena

À época, muitos dinossauros eram cobertos de penas, que funcionavam mais como isolante térmico do que como instrumentos para facilitar o voo

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postado em 08/06/2017 06:00

Todd Marshall/Divulgação

 

Cerca de cinco metros de altura, oito toneladas, pernas fortes e longas, num corpo recoberto por … escamas. Um estudo publicado na revista Royal Society’s Biology Letters desbanca a tese de que o Tiranossauro rex tinha pluma, como as galinhas. Como retratam os filmes, um dos maiores carnívoros da história do planeta se aproxima, nesse quesito, de animais como os crocodilos. “Nossa descoberta da pele escamosa semelhante ao dos répteis modernos nos corpos de uma grande variedade de espécies de Tyrannosaurus (incluindo o Tyrannosaurus rex) (...) sugere uma imagem mais tradicional desses predadores gigantes com uma pele escamosa”, escreveram.

 

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Bem aceita pela comunidade científica, a tese da existência de penas nos grandes carnívoros ganhou força com um estudo descrevendo dois tiranossaurídeos descobertos na China: o Dilong paradoxus e o Yutyrannus huali. Ambos os animais mediam cerca de 9 metros de comprimento, tamanho parecido com o do T-Rex e de outros parentes próximos do fim do Cretáceo. À época, muitos dinossauros eram cobertos de penas, que funcionavam mais como isolante térmico do que como instrumentos para facilitar o voo.

Transição


Para checar a formação do T-Rex, a equipe internacional de pesquisadores analisou vários fósseis do animal, especialmente uma peça bem preservada pertencente ao acervo do Museu de Ciência Natural de Houston, nos Estados Unidos. Ossos de primos do grande carnívoro, da família dos Tyrannosauridae, também foram usados a fim de comparar dados. Segundo o artigo, os grandes répteis da família que tinham penas viveram muito antes que o temido T-Rex.

De acordo com a equipe, as penas observadas em tiranossaurídeos do início do Cretáceo foram perdidas durante o estágio Albiano, entre 100 milhões e 113 milhões de anos atrás. O fenômeno foi consequência de um processo evolutivo, cuja razão tem ao menos duas hipóteses: seria uma adaptação a climas quentes, tornando as penas desnecessárias, ou consequência do tamanho avantajado do T-Rex, o gigantismo gera dificuldade natural de perda do calor, que seria potencializada pelas plumas.
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