Expedição alerta sobre branqueamento maciço de corais no Pacífico

A escuna oceanográfica "Tara" partiu da França em maio de 2016. A tripulação "observou os primeiros recifes muito afetados pelas mudanças climáticas" ao chegar à ilha Ducie, a oeste da Ilha de Páscoa

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postado em 06/09/2017 17:36

GREGORY BOISSY

 
O conjunto do Pacífico está sofrendo um "branqueamento maciço de corais", causado principalmente pelas mudanças climáticas, alertaram nesta quarta-feira (6/9) os cientistas da expedição francesa Tara Pacific.
 
 
"Embora alguns lugares continuem incólumes, como as ilhas Wallis e Futuna, o cobertor coralino está afetado entre 30% e 90% em outros lugares", indicaram em um comunicado os pesquisadores desta expedição, após terem percorrido metade do seu trajeto.

A escuna oceanográfica "Tara" partiu da França em maio de 2016. A tripulação "observou os primeiros recifes muito afetados pelas mudanças climáticas" ao chegar à ilha Ducie, a oeste da Ilha de Páscoa (Chile), e depois em Moorea, na Polinésia francesa.

Nas ilhas Samoa, o branqueamento chegou a 90% e provocou a morte das colônias de corais. Em Okinawa (Japão), o nível é de 70%. Os recifes de coral cobrem apenas 0,2% da superfície dos oceanos, mas reúnem quase 30% da biodiversidade marinha.

"Quanto maior é o aumento da temperatura em relação aos valores esperados e quanto mais dura a exposição a estas fortes temperaturas da água, maior é o branqueamento", indicou Serge Planes, diretor científico da missão.

"Limitar o aquecimento a dois graus, como prevê o Acordo de Paris, não é nem de longe suficiente para os ecossistemas marinhos", advertiu Romain Troublé, diretor-geral da Fundação Tara Expeditions.

Após ter atravessado o oceano Pacífico, do canal do Panamá ao arquipélago do Japão, a escuna se encontra atualmente na Grande Barreira de Coral da Austrália.
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