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Estado de Minas

Eclipse da superlua azul de sangue é visível na América do Norte

Nasa transmite ao vivo o eclipse da superlua


postado em 31/01/2018 09:58 / atualizado em 31/01/2018 14:30

Ver galeria . 6 Fotos A superlua sobe entre dois prédios de escritórios em Banguecoque em 31 de janeiro de 2018. A população esperavam um eclipse lunar raro que combina três eventos incomuns - uma lua azul, uma super lua e um eclipse total LILLIAN SUWANRUMPHA/ AFP
A superlua sobe entre dois prédios de escritórios em Banguecoque em 31 de janeiro de 2018. A população esperavam um eclipse lunar raro que combina três eventos incomuns - uma lua azul, uma super lua e um eclipse total (foto: LILLIAN SUWANRUMPHA/ AFP )

Washington, Estados Unidos — 
Um espetáculo raro e imponente, se o céu estiver sem nuvens, será visível na América do Norte na noite desta terça-feira: um eclipse lunar total com a Lua cheia "azul", e quando se encontra em seu ponto mais próximo da Terra.

A coincidência desses três ciclos astronômicos produzirá o que os astrônomos chamam de "superlua azul de sangue". Um fenômeno celeste similar ocorreu em 30 de dezembro de 1982 e foi visível na Europa, na África e no oeste da Ásia. Na América do Norte, tal eclipse foi observado há 152 anos, em 31 de março de 1866.

"Poderemos ver, durante o eclipse, os reflexos sobre a superfície lunar de todos os amanheceres e pores do sol na Terra", explica Sarah Noble, cientista da Nasa. 

O termo "Lua azul" se refere a uma segunda Lua cheia em um mesmo mês, um fenômeno que ocorre em média a cada dois anos e meio. O eclipse ocorrerá apenas 27 horas depois da Lua alcançar seu ponto orbital mais próximo à Terra, chamado perigeu, produzindo quase uma "superlua", explicam os astrônomos. 

Um eclipse destas características também é conhecido como "Lua de sangue", porque o astro não fica completamente negro, visto que uma parte da luz do Sol, refletida pela atmosfera terrestre, alcança indiretamente a superfície lunar. 

Alguns raios solares também vazam, produzindo um reflexo avermelhado ou acobreado na Lua. Este fenômeno ocorre quando o astro está em seu perigeu orbital. 

Em seus extremos orbitais, a Lua cheia pode ser vista até 14% maior e 30% mais brilhante em seu perigeu do que quando está em seu apogeu. A Lua se move a uma distância média de 384.400 km da Terra, e em 31 de janeiro estará a 359.000 km, muito perto de seu perigeu (356.410 km). Em seu apogeu, a órbita lunar alcança 406.000km. 

A "superlua azul de sangue" será observável especialmente no oceano Pacífico e oeste da América do Norte, mas quase não será vista no leste. Na costa leste dos Estados Unidos, a Lua começará a entrar na parte exterior da sombra da Terra na quarta-feira às 05H51 (08H51 em Brasília), mas será imperceptível, segundo a Nasa. 

O eclipse começará às 06H48 (09H48 em Brasília), menos de meia hora antes do nascer do sol, às 07H11 (10H11 em Brasília). Os observadores no oeste dos Estados Unidos e Canadá poderão ver o eclipse durante toda a sua duração, de uma hora e 16 minutos. 

Na Califórnia, o fenômeno começará às 03H48 da manhã e o eclipse total será às 04H51. Terminará às 06H05 (13H05 em Brasília). O eclipse não será visível na América do Sul, África e Europa Ocidental, mas sim na Ásia, Austrália, Nova Zelândia e no leste da Rússia.
 
 

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