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Correio Braziliense

Mercado de orgânicos brasiliense movimenta R$ 30 milhões ao ano

Segmento cresce em todo o país, e capital federal tem consumidores exigentes e ávidos por qualidade

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postado em 16/05/2017 12:17

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

 

Para quem deseja se alimentar de forma saudável, a boa notícia é que o mercado de produtos orgânicos do Distrito Federal está em franco crescimento e movimenta R$ 30 milhões ao ano — o país registra aumento de 20% na produção anualmente. O atual presidente da Câmara Legislativa do DF, Joe Valle, é um forte ativista dos orgânicos, além de ser presidente da Federação da Agricultura e Pecuária e dono da Fazenda Malunga, referência no segmento local. Para ele, Brasília é um mercado promissor pelo forte poder aquisitivo da população. “Estamos falando de produtos 60% mais caros do que o normal e, mesmo assim, Brasília é a cidade que mais compra no país. Dentre os 10 mercados da Rede Pão de Açúcar que mais vendem orgânicos, oito estão na capital”, informou.



Desde janeiro de 2011, todo produto orgânico vendido em lojas e mercados tem que apresentar o selo SisOrg em seu rótulo. É assim que o consumidor tem a certeza de que o produto é legal. Os agricultores familiares são os únicos que podem vender sem certificação, mas devem integrar alguma organização de controle social cadastrada nos órgãos fiscalizadores. Atualmente, ao menos 40 produtores locais buscam agregar mais valor aos seus produtos e estão em fase de transição para a certificação orgânica.

 

 


Para Valle, é preciso chamar a atenção da agroindústria para os produtos regionais. “Temos um trigo de excelente qualidade, e os grandes produtores de ovos ficam a menos de 10 km dos maiores plantadores de trigo. Mesmo assim, trazemos macarrão de Santa Catarina e São Paulo. Não entendo por que não conseguimos unir essas duas coisas no processo e valorizar o produtor de massas daqui”, reclamou.
A maioria dos trabalhadores do campo no DF recebem assistência técnica, mas, apesar disso, Valle alertou que o setor passa por problemas sérios no processo de distribuição. “Temos que resolver isso, para que o brasiliense vá ao mercado e possa encontrar uma marca de leite ou de carne local. Com uma melhor gestão do setor,  ficará mais fácil para os consumidores encontrarem produtos daqui”, assinalou.

O brasiliense não conhece a riqueza que o campo esconde e, às vezes, nem mesmo o governo, disse Valle, ao lembrar que a economia equestre movimenta mais de R$ 200 milhões, em uma cadeia produtiva que gera emprego, compra ração e não tem nenhum tipo de assistência governamental.

Crédito

O deputado lembrou que a maior feira de agronegócio do Centro-Oeste acontece em Brasília de 16 a 20 de maio. “Há seis anos, participo da Feira e, nesta edição, vou levar a Frente Parlamentar de Agricultura para dentro da AgroBrasília”, contou. E avisou que o Banco de Brasília (BRB) deve aproveitar o evento para apresentar linhas de crédito especiais para os agricultores. “Falta um seguro rural compatível com a atividade. Com a força que o campo tem, é difícil acreditar que ainda exista tanta dificuldade para se conseguir crédito nesse país”, concluiu.
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