"O que acontece no nosso quintal é o que acontece no resto do mundo", disse o diretor-presidente da Adasa

Brasília receberá o maior fórum mundial sobre a água e, segundo especialistas, sem a tomada de ações emergenciais, as previsões são catastróficas

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postado em 18/04/2017 06:00 / atualizado em 17/04/2017 23:25

 Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

Em menos de um ano, Brasília receberá o maior fórum mundial sobre a água e, segundo especialistas, sem a tomada de ações emergenciais, as previsões não são as melhores. “O que se viu aqui (no seminário Desafio Hídrico) foi um conjunto de temas que nos afeta a todos. O que acontece no nosso quintal é o que acontece no resto do mundo”, disse o diretor-presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles, ressaltando que a proposta do evento se tornou realidade.
 

Secas, inundações e problemas de governança são comuns em todos os continentes, o que comprova a necessidade dos debates e eventos como Fórum Mundial da Água. “Temos de pensar em como podemos aproveitar ao máximo esta grande oportunidade de ter um debate qualificado”, avaliou Salles.

Ele constatou que o saneamento e as questões de saúde estão no centro de grande parte dos debates, assim como a questão do abastecimento, que foi muito bem tratada pelo meteorologista cearense, Eduardo Sávio, que falou com conhecimento de causa. “Saneamento não é despesa, é investimento. Não é obra, é serviço. Isso tem sido muito falado e serve para levarmos como reflexão”, afirma Salles, considerando que a questão do investimento é um dos grandes problemas a serem solucionados no setor do saneamento.

Quando as pessoas reclamam que o governo não faz planejamento, Salles discorda. “O governo planejou Corumbá 4 e abriu mão de fazer São Bartolomeu, por exemplo. O que aconteceu foi que no meio do caminho não se conseguiu realizar as obras. Mas não é momento de apontar culpados. O passado serve para nos orientar em relação ao futuro e para compreender o presente”, disse.

Salles reconheceu que todos os moradores de Brasília sabem que essa crise, em grande parte,  é consequência da ocupação desordenada do solo. “Isso acontece quando se coloca área urbana em cima de terras que deveriam servir para alimentar o lençol freático, é o aterramento de nascentes e córregos. Coisas que acontecem por aqui ainda hoje.”

A noção de que o ecossistema está ligado à água é uma coisa em que se deve investir. Segundo Paulo, “quando somos pequenos aprendemos que precisamos  colocar água na planta pra ela crescer, agora a gente aprende que precisa pôr planta para água crescer”. É uma lição importante a ser aprendida, que segue a linha do programa lançado pelo ministro José Sarney Filho, Plantando Rios, e é a base de outro programa da ANA, o Produtor de Águas, que em Brasília, já atende produtores do Pipiripau, e a Adasa pretende incluir também produtores do Descoberto.

 Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
 
Os estudantes de Robótica do Serviço Social da Indústria do Distrito Federal (Sesi-DF) que participaram do Seminário do Correio devem usar o que aprenderam durante o evento para buscar soluções de conservação da água e segurança hídrica. A partir de uma experiência criativa, os alunos resolvem problemas do mundo real. Planejam, projetam, constroem e programam robôs.


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