Você reutiliza a água da sua casa? Veja dicas

Chuveiros, lavatórios de banheiro, banheiras, tanques, máquinas de lavar roupas e lavagem de autos, de uso doméstico ou comercial, são exemplos da origem das águas cinzas para reúso com fins não potáveis

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postado em 18/04/2017 06:00 / atualizado em 17/04/2017 23:59

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press

O reúso da água ainda não é uma realidade na vida de das pessoas. Mesmo com técnicas avançadas e tecnologia, a sociedade e a indústria ainda demonstram resistência para essas novas práticas ambientais que podem e devem ser utilizadas, já que trazem economia financeira e dos recursos naturais, além de benefícios a longo prazo. “O Brasil está começando na questão do reúso de água e não há estatísticas do setor. Calcula-se que de 20% a 30% das indústrias utilizem a prática”, apontou Ivanildo Hespanhol, professor doutor da Politécnica da USP e diretor-fundador do Centro Internacional de Referência em Reúso da Água (Cirra).
 

Chuveiros, lavatórios de banheiro, banheiras, tanques, máquinas de lavar roupas e lavagem de autos, de uso doméstico ou comercial, são exemplos da origem das águas cinzas para reúso com fins não potáveis. Essa prática já é regular em residências nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Japão. As águas negras são aquelas advindas da bacia sanitária e, no caso do Brasil, da pia de cozinha, onde culturalmente se joga restos de alimentos, provocando no efluente grande concentração de material orgânico. Há também as águas das chuvas, usadas como recursos de reservatórios.

Para Hespanhol, a promoção do reúso ainda é muito difícil. “Os próprios técnicos rejeitam, por desconhecimento da tecnologia que temos hoje. Em países como a Namíbia, que tem reúso potável direto há 40 anos, a percepção popular, que antes era negativa, mudou quando foi informada dos benefícios. Na Califórnia, 90% da população aceita o reúso”, contou.
 
 
 
Criado em 2001, o Cirra desenvolve pesquisas e tecnologias adequadas à promoção, institucionalização e regulamentação de práticas de racionalização do uso e reúso de água no Brasil.

O centro dispõe de um laboratório com uma unidade piloto em operação contínua, no qual são realizadas operações convencionais de tratamento, como coagulação, floculação, sedimentação acelerada, filtração em dupla camada, e também operações avançadas como microfiltração, ultrafiltração, nanofiltração, osmose reversa, processos oxidativos avançados, sistemas de cloração, gerador de dióxido de cloro e de ozônio.

O laboratório dá suporte a estudos de tratabilidade, principalmente de efluentes industriais. “A indústria está vendo a gestão ambiental de forma diferente. Hoje eles sabem que a gestão ambiental vale mais do que propaganda e marketing. O reúso, plantio de árvores, reciclagem são um beneficio muito grande para a imagem da empresa”, concluiu.
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