SIGA O
Correio Braziliense

Na aviação, teste toxicológico também é obrigatório

Exame é feito na admissão e por amostragem, e todas as empresas têm que fazer, desde as grandes companhia aéreas até as de táxi aéreo

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 10/05/2017 16:09 / atualizado em 10/05/2017 16:13

Você entraria em um avião se o piloto estivesse bêbado? Diante da reação do público, o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Aeroespacial, Marco Cantero, se espantou. “Mas nós fazemos isso todos os dias quando pegamos a estrada ou mesmo vias de cidade. Até hoje as pessoas vão para a balada e voltam pra casa dirigindo”, afirmou. Na aviação isso não é tolerável porque tem um impacto muito grande. Em caso de acidente aéreo, morrem 200 pessoas de uma vez . “Isso sem falar no impacto na mídia, é uma comoção geral. E ainda assim, morre muito menos gente em acidentes aéreos do que diariamente no trânsito”, comparou. 

Desde 2010, o Brasil segue um regulamento de controle de uso de drogas similar ao modelo norte- americano. Todas as empresas têm que fazer. E o motivo é evitar a maior das ameaças: a catástrofe de um acidente aéreo.
 
 

Quando se fala em drogas, faz-se referência às substâncias psicoativas. “Quem faz uso muda o comportamento, muda o poder de decisão e de julgamento. Portanto, fica-se incapacitado para operar um equipamento móvel, seja uma empilhadeira numa fábrica, seja um carro, um caminhão, uma moto ou um avião. O risco de acidente é o mesmo”, explicou Cantero.

Na aviação civil, o teste é feito na admissão e por amostragem e todas as empresas têm que fazer, desde as grandes empresas aéreas até as de táxi aéreo. Da mesma forma, todos os funcionários que participam do processo, e não só o piloto, podem ser testados. “Até o rapaz que coloca a bagagem dentro do avião. Se ele não cumprir os procedimentos e não fechar direito o porão, pode derrubar o avião”, esclareceu.

Nesse setor, os resultados dos testes alcançam 4% de positividade. O que, para Cantero, é um absurdo. “É muito menos do que os apresentados aqui e do que os da população em geral, que é de 10% a 15%”. Para ele, o teste tem um fator inibitório que reduz o uso recreacional. “O dependente tem que ser tratado e o uso recreacional tem que ser inibido. Dessa forma, a pessoa sabe que pode ser testada e ter sua carreira comprometida”,assinalou. Nos acidentes aéreos, a positividade chega a 30%.  
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.