Brasil aposta em parceria de livre comércio entre Mercosul e União Europeia

Segundo Aloysio Nunes, ministro das Relações Exteriores, os dois blocos estão empenhados nas negociações há mais de duas décadas

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postado em 28/11/2017 06:00

Luís Nova/Esp/CB/D.A Press


O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, demonstra bastante otimismo em relação ao fechamento do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia durante a próxima conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Buenos Aires, entre 10 e 13 de dezembro. Para ele, existe uma oportunidade única neste ano que deve ser aproveitada, porque os dois blocos estão empenhados na conclusão das negociações de mais de duas décadas.

Nesta semana, de acordo com o chefe do Itamaraty, uma equipe de negociadores está em Bruxelas, na Bélgica, para participar de nova rodada de negociações e tentar chegar ao texto final do acordo, que pode ser assinado à margem da cúpula da OMC. A última proposta apresentada pelos europeus não agradou muito a empresários brasileiros, segundo fontes do mercado, mas o ministro acredita que as conversas avançarção mais. “O acordo pode ser assinado. Estamos nos esforçando para isso”, adianta o ministro. “Avançamos muito já, mas as coisas mais complexas ficam para o fim. Há disposição política tanto do Mercosul quanto da União Europeia no sentido de fecharmos o acordo.”

Aloysio Nunes admite a preocupação com a instabilidade política na Alemanha e a insegurança de continuidade no poder da chanceler Angela Merkel. A líder conservadora está com dificuldade para montar um governo de coalizão e corre o risco de ser retirada do comando da maior economia europeia. Isso sem contar as eleições que se aproximam em vários países. “A Alemanha é o motor da Europa, e a chanceler Merkel tem mantido o pulso europeu para fecharmos o acordo. Tenho medo de que, nas próximas eleições, apareça uma conjuntura diferente no continente. Por isso, o momento atual é crucial para o fechamento do acordo. Temos uma janela que precisa ser aproveitada. Vamos nos esforçar por isso em Buenos Aires”, afirma.

O ministro reconhece a importância da promoção do país no exterior e, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), ligada à pasta, o governo vem realizando missões internacionais e ajudando os pequenos empresários com informações nas embaixadas para que identifiquem possíveis parceiros.

A estratégia do governo visa dar mais importância para o setor exportador, de acordo com o chefe do Itamaraty. “Todos têm consciência da importância da exportação para a sobrevivência do negócio”, afirma. “Estamos saindo de uma recessão profunda. Perdemos quase 8% do Produto Interno Bruto (PIB) em dois anos, e a pequena empresa é a primeira vítima quando há uma recessão”, completa, destacando que, em instâncias multilaterais, o tema das pequenas e médias empresas está cada vez mais frequente.
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