Herlon Brandão: sistema já abriga 80% das operações de venda externa

Houve redução nos caminhos burocráticos que levam à exportação, afirma Herlon Alves Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex)

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postado em 28/11/2017 06:00

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

Houve redução nos caminhos burocráticos que levam à exportação, afirma Herlon Alves Brandão, diretor do Departamento de Estatística e Apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A abertura do Portal Único de Comércio Exterior, que congrega 22 órgãos em um só sistema virtual, já abriga cerca de 80% das operações de venda externa, informa.

“Processos que antigamente eram presenciais, agora são tocados paralelamente. É um desafio muito grande organizar todo mundo em torno de um sistema único”, afirma. O controle da plataforma fica com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e a Receita Federal.

“O portal já é um sucesso, pois otimiza os recursos escassos, nossos e dos empresários”, acrescenta. O governo tem interesse na expansão do sistema, integrando o Portal Único com similares de outros países da América do Sul. “Queremos fortalecer esses laços regionais, para uma economia regional forte”, diz.

O governo lançou o sistema Sem Barreiras, para ter um retorno dos exportadores sobre empecilhos não tarifários. “Hoje, o nível de tarifas no mundo é baixo. Uma das grandes barreiras são os requisitos técnicos e fitossanitários. Então, atuamos nessa frente também”, conta.

Estudos da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que a redução de processos burocráticos e do tempo de espera deverão resultar em aumento de 6% a 7% na corrente de comércio, e ganhos da ordem de US$ 24 bilhões ao ano, cita Brandão. Uma das metas é reduzir, de 14 para oito dias, o período que a mercadoria leva em transpor a fronteira, ou seja, o desembaraço que permite o embarque.

Na esteira do recorde histórico projetado para a balança comercial neste ano, cujo saldo positivo pode superar os US$ 60 bilhões, as exportações devem crescer 18% em volume, informa o diretor da Secex. Em valores, até o início de novembro, já se verificavam quase US$ 10 bilhões acima dos US$ 185 bilhões exportados em 2016.

Os números positivos são puxados, tanto por volume quanto por preço, em especial de commodities, carro-chefe das exportações brasileiras. “Mas também houve influência de bens industrializados”, explica. “Temos safra recorde. O Brasil se consolida como maior exportador mundial de soja. Também vamos exportar volume maior de milho, açúcar e celulose”, cita Brandão. A carne, embora sem alta de volume, está com os preços favoráveis. Há aumento na venda externa de automóveis e de manufaturados.

Segundo o executivo do Mdic, o fator câmbio (taxa média ao redor de R$ 3,20 este ano) deve ser considerado outro estímulo à exportação, embora não seja o único. “A demanda externa aquecida em face à demanda interna é um dos fatores que propicia ao empresário aumentar seu interesse no mercado exterior”, afirma.


E eu com isso?

O comércio exterior é importante para a economia de forma geral. Quando o país exporta, amplia seus mercados, a indústria nacional se fortalece, o número de empregos cresce e entram mais dólares no mercado interno, permitindo a valorização da moeda local. Isso faz com que o poder de compra do brasileiro também aumente, porque o real fica mais forte. Além disso, quando a balança comercial registra superavit, o deficit em conta-corrente do país diminui, reduzindo a necessidade de endividamento externo.





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