Parceria do BB com plataforma digital facilita venda de produtos fora do Brasil

Cerca de 5,4 mil clientes do do Banco do Brasil trabalham com o e-commerce

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postado em 28/11/2017 06:00

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press


O executivo da área de Comércio Exterior do Banco do Brasil (BB), Paulo Guimarães, garante que a instituição vem ampliando o acesso de empresas de pequeno porte ao financiamento para exportação. “Crédito é um produto em que o banco não faz distinção entre pequenos e grandes”, garante. “E não tem receita de bolo, pois não é o tamanho da empresa que conta, mas a saúde e a viabilidade de seus negócios”, destaca.

Uma novidade é a parceria do BB com a plataforma digital (marketplace) B2Brazil, ferramenta que tem facilitado a venda de produtos de pequenos empresários lá fora. Cerca de 5,4 mil clientes do banco já trabalham com o e-commerce. “Entrar no mercado internacional não é uma tarefa fácil”, diz Guimarães. Ao usar a plataforma digital, “as pequenas empresas começam a olhar o mercado externo com outros olhos”. Para ele, é uma forma de democratizar o acesso de qualquer produto ou serviço brasileiro, na banca gigante do comércio eletrônico.

O BB tem financiamento no limite de R$ 150 mil destinado à promoção comercial de pequenos negócios que querem se expor na plataforma virtual. “Tivemos uma operação de financiamento no valor de R$ 12 mil,  para uma empresa que queria a exposição de seu produto e buscava um único”, exemplifica. A partir da plataforma, ficou mais fácil para o banco avaliar a capacidade financeira, as perspectivas de venda e a necessidade de crédito da empresa.

“O portal não tem intenção de vender. Só de apresentar o produto, colocando exportador e importador em contato. Hoje, uma empresa pode entrar no mercado internacional sem sair do Brasil, sem o custo de participar de feiras no exterior”, informa.

Para Guimarães, “sem crédito não vende, mas não tem crédito sem comprador”. Por isso, recomenda que o potencial exportador busque entidades que ajudam na montagem de estratégias de venda financiáveis pelo banco. E, sobretudo, não relegue a segundo plano a questão de proteção de marcas.

O executivo admite que, ao buscar capital para exportar, o pequeno empresário poderá procurar linhas mais acessíveis ao exportador. “Para a grande ou para a pequena empresa, não fazemos diferenciação”, afirma. Ele lembra que o tomador estará sempre sujeito a restrições cadastrais.
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