Deputado afirma que Reforma da Previdência "só interessa aos bancos"

Apesar das mudanças no texto que beneficiam os mais pobres, o deputado afirmou que o governo terá dificuldades para aprovar a reforma

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postado em 02/05/2017 14:43 / atualizado em 02/05/2017 15:06

 

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) fez duras críticas à reforma da Previdência durante seminário sobre o tema no Correio. Com a experiência de sete mandatos na Câmara, o parlamentar carrega a bandeira de aposentados e pensionistas. Assim, não teve dúvida ao afirmar que “a proposta do governo é financista e só interessa aos bancos. Querem acabar com a previdência pública para alavancar a (previdência) privada”, disparou.



Apesar das mudanças no texto que beneficiam os mais pobres, segundo os defensores, Faria de Sá, um dos membros titulares da comissão especial que debate o parecer do relator Arthur Maia (PPS-BA), afirmou que o governo terá dificuldades para aprovar a reforma. De acordo com o deputado, o deficit está mascarado e os dados de expectativa de vida são “mentirosos”. Segundo Faria de Sá, os números diferem entre as regiões do país.

Outra crítica contundente do parlamentar diz respeito à omissão dos gastos da União com os juros da dívida pública. “Para isso tem dinheiro”, bradou o deputado. Segundo ele, a Desvinculação de Receitas da União (DRU) retirou da seguridade social R$ 120 bilhões, em 2016. A artilharia do parlamentar do PTB não poupou nem os colegas do Congresso: “Que moral as pessoas que estão envolvidas com escândalos (como as investigações da Lava-Jato) têm para votar a reforma? Estão lá brigando (pela reforma) para pagar a fatura das emendas (parlamentares) liberadas”, apontou, evitando responder sobre a própria aposentadoria, que será feita pelas regras antigas.

Aliás, os principais argumentos de Arnaldo Faria de Sá são voltados para as denúncias de corrupção e condenações vindas do mensalão e da Lava-Jato. Segundo o deputado, a culpa do rombo na Previdência não pode recair sobre os servidores e trabalhadores em geral. “A culpa é dos roubos na Petrobras, na Eletrobras, no BNDES. Esses são os problemas que atingem a economia brasileira.” E continuou: “O ministro do Planejamento (Dyogo Oliveira) disse que alguns países e estados estão com problemas com a Previdência, e citou o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro não tem problema nenhum com a Previdência. Lá, o problema é de roubo, de ladroagem. O (Sérgio) Cabral (ex-governador do estado) e a quadrilha dele acabaram com o Rio”, acusou.

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