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Publicação: 25/04/2011 12:23 Atualização: 25/04/2011 12:45
“A minha geração era do Caseb, do Elefante Branco, tinha essa coisa punk do Renato Russo e a turma dele. Eu vi isso crescer e tudo tomou conta do Brasil: vieram Os Paralamas do Sucessos e o Capital Inicial. Eu sou fã número um deles”, conta o produtor Marcelo Torres. A disposição de ele imprimir legitimidade ao retrato, em cinema, do clima da rapaziada do final dos anos de 1970 e início dos 80 — às vésperas do início das filmagens de Somos tão jovens — pode ser medida pelo comprometimento com a capital. “É uma coisa arrepiante para mim. Primeiro, porque meu pai (César Torres) ajudou a construir a cidade, do nada: isso aqui era só terra. Eu fico emocionado — já sai lágrima, aqui. Meu pai trabalhou na construtora Pacheco Fernandes e foi funcionário público do Senado”, diz o diretor de produção de Central do Brasil e produtor do mais recente filme de Arnaldo Jabor, A suprema felicidade.
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| Apresentação da banda Aborto Elétrico na 208 Sul, em 1981: início da carreira meteórica de um mito do rock nacional |
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| Cantor Renato Russo |
Compromisso capital
“Aquele Polo de Cinema (e Vídeo Grande Otelo, em Sobradinho) está uma vergonha. Como pode? Uma cidade que é capital e não tem estúdio”, diz Marcelo Torres, com indignação. Na carreira, iniciada em 1981, na capital (foi assistente de produção para Geraldo Moraes, em A difícil viagem), Torres contabiliza participação em mais de 50 longas. A trajetória inclui um compromisso constante: “Em qualquer lugar que eu filme, respeito muito a cidade. Os invasores somos nós: a gente está pegando muitos profissionais daqui”. Há dois meses empenhado em ensaios, o ator Bruno Torres tem auxiliado, desde a semana passada, na definição de atores. Cercadas de mistérios, pelo que conta o produtor, as decisões “seguirão algo específico, com um rumo quase acordado pela produção”.
No departamento técnico, estão confirmados os nomes do diretor de fotografia Pedro Farkas (Desmundo e O menino da porteira), do diretor de arte Valdy Lopes (Falsa loura) e da figurinista Verônica Julian (VIPs). Torres faz questão de enfatizar a harmonia entre as equipes que, praticamente, se esbarram em sets diferenciados, com a coincidência das filmagens de Faroeste caboclo. “Tô achando o máximo a geração de Brasília estar fazendo dois filmes simultâneos sobre aquilo que a gente viveu. Eu conheço toda a equipe que está no outro longa: o pessoal do som, das câmeras e figurinos. A gente troca informações, e vai caminhando junto”, comenta o produtor. Esses passos conjuntos parecem liquidar algo de que, desde o furor da admiração pelo Aborto Elétrico, Marcelo Torres se ressente. “Ficou uma lacuna daquela época: Brasília tinha que ser um exemplo, em termos de cultura para o país”, conclui.
De
até
Esta matéria tem: (3) comentários
Autor: Luciano Oliveira
Olá! Já tem o site do filme: http://www.somostaojovens.com.br | Denuncie |
Autor: Letícia José
Essa banda será para sempre lembrada, as letras das músicas marcam muito a nossa realidade, principalmente a música PERFEIÇÃO!Letras que retratam a nossa vida o nosso dia a dia nesse País! | Denuncie |
Autor: Valdir de Castro
Renato Russo, o grande filósofo do secúlo XX. | Denuncie |