Lana Del Rey é um verdadeiro furacão. Desde que despontou com o clipe de
Video Games, postado no YouTube, a moça de cabelos vermelhos vem causando rebuliço. Tida por alguns como a grande aposta para 2012 e por outros como apenas mais uma menina bem produzida, ela divide opiniões. Na tentativa de se consolidar como cantora e compositora, lança o CD
Born to die (Nascido para morrer, em inglês), que vazou na internet — originalmente estava previsto para amanhã.
A cantora faz parte de um grupo de artistas (com destaque para os roqueiros do The Strokes) que, antes mesmo de terem o primeiro CD lançado, geravam uma expectativa imensa nas pessoas. A medida em que soltava singles na internet, Lana Del Rey ganhava prestígio. Hits como
Born to die e
Blue Jeans bombam desde o fim de 2011 e lideram as paradas de sucesso.
SucessoDona de uma voz melódica e suave, a ruiva traz um tom indie e inovador. Em certa medida, aproveita o melhor de cantoras como Adele, Florence Welch e Feist, com as levadas do hip-hop, do soul e do jazz. Caroline Sullivan, crítica do The Guardian, aposta no sucesso da cantora. “Lana Del Rey pode se tornar o nome nova-iorquino mais reconhecido dos palcos desde Lady Gaga”, afirmou.
Essa força pode ser percebida no álbum logo nas primeiras músicas, coincidentemente os trabalhos já conhecidos. As surpresas e decepções começam com as faixas ainda desconhecidas do público. As músicas oscilam entre o estilo que consagrou Lana e algumas gravações altamente pops, sem o tom hipster, retrô e diferenciado. Por exemplo, Lolita e Carmen poderiam figurar no álbum de qualquer popstar do momento sem causar espanto.
Boas surpresas também aparecem, como
Million dollar man (Homem de um milhão de dólares, em inglês). A letra romântica é acompanhada por uma batida soul ritmada misturada aos sintetizadores eletrônicos.
Summertime sadness (Tristeza de verão, em inglês) é uma canção próxima aos trabalhos iniciais da artista. A letra aborda as tristezas e os desafios do amor e os vocais se encaixam à perfeição. O tom retrô se faz presente e é interessante notar “as vozes” de fundo ao melhor estilo Florence and the machines.
This is what make us girls (Isso é o que nos torna garotas, em inglês) também é uma boa canção.
Enquanto alguns amam, outros acham que a cantora é muito valorizada. A cantora e atriz Juliette Lewis, ao comentar um show de Lana, reconhece que a novata tem talento, mas ainda precisa amadurecer. “Ver esta 'cantora' é como ver alguém de 12 anos fingindo que está cantando em seu quarto”, disparou.
Para Bernadette McNulty, do New York Times, trata-se de mais uma superprodução. “Ela tem sido acusada de ser um fantoche pop moldado fisicamente e musicalmente, tentando apagar sua falta de passado musical”, comenta.
A moça, no entanto, afirma não ligar para as críticas. “As coisas estão bem, e sempre estarão, independentemente de a música ir bem ou não. Para mim, poder cantar é um luxo. Isso não acaba com a minha vida, não é meu foco principal. Eu amo isso”, desabafou.
Born to die Primeiro CD de Lana Del Rey, Interscope Records, 13 faixas
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