Novo disco de Nielson Alves preza a harmonia entre letras e melodias

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postado em 11/02/2012 10:00

Yale Gontijo

Juliana Dark/ divulgação
Um cheiro de café exala durante a audição do disco Lá em casa, do músico brasiliense Nielson Alves. A sinestesia explica o sentimento de intimidade caseira disposto em cinco faixas compostas dentro da casa, localizada na Colônia Agrícola Sucupira (Riacho Fundo I). Isto porque a relação entre o espaço que habita e a arte que produz é indivisível. “Só toco para compor mesmo. Não sou um grande instrumentista. Sou um músico de sofá e gostaria de falar das coisas cotidianas, sobre a postura da vida, em querer muito alguma coisa e ir atrás”, divaga o rapaz de 28 anos sobre o processo de composição do primeiro CD.

Alves exibe com orgulho a construção de uma casa simples e aconchegante, onde mora com o filho e a mulher, a vendedora Juliana Dark (autora da fotografia que ilustra esta matéria). “Eu morava exatamente aqui”, responde tocando uma das paredes com as mãos. O gesto de Nielson cria uma divisão de cerca de um terço do imóvel, onde hoje estão localizados um quarto de casal e uma pia de cozinha. “Eu e minha mulher construímos o resto. Mas, quando eu me mudei para cá, era só isso aqui”, relembra, sobre a casa que agora conta com cozinha, outro quarto, uma sala espaçosa e varanda.

Esse espaço e a convivência com a família inspiraram todas as faixas disponíveis, na íntegra e gratuitamente para audição, em www.nielsonlaemcasa.pagina.br. Na sala de estar, livros de filosofia dividem espaço com os brinquedos do filho de 3 anos. Os autores prediletos são Nietzsche e Schopenhauer. Cursar a faculdade de filosofia está nos planos de Alves. Mas, primeiro, é preciso concluir o curso de educação física e, para isso, ainda falta um semestre. Até lá, parte do sustento da família de três é obtido com dois empregos como instrutor em duas academias de ginástica. O dia de trabalhador começa bem cedo, às 5h30, e segue até as 22h (horário que terminam as aulas na faculdade).

A matéria completa você lê na edição impressa deste sábado (11/2) do Correio Braziliense
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