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Caroline Maria - Correio Braziliense
Publicação: 04/07/2012 07:00 Atualização: 04/07/2012 11:15
A trama de Dispare, espetáculo que marca a estreia do consagrado ilustrador brasiliense Roger Mello como diretor teatral, é uma combinação entre arte, alteridade e filosofia. Existiu um crime, um disparo, e os personagens tentam descobrir como tudo aconteceu. Eles precisam saber quem atirou e quem foi atingido: o detalhe é que os três são a mesma pessoa. Diante de questionamentos do eu, réplicas e reproduções, a Cia. Boto-Vermelho, do Rio de Janeiro, celebra 20 anos de realizações em temporada no Teatro Oi Brasília, de quarta a sábado, às 21h, e domingo, às 20h.
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É preciso falar de Dispare lembrando daquilo que é díspare, diferente, diverso. Afinal, diante do conflito central da peça, a realidade é sempre uma questão de ponto de vista. Sobre esse alicerce, somam-se as contribuições do filósofo Mauro Baladi e da escritora e filósofa Regina Schöpke, autora do livro Por uma filosofia da diferença: Gilles Delleuze — Um pensador nômade, pontapé inicial para a criação do espetáculo.
Serviço: Clique e confira a programação
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