Crítica: Endeless River é um disco sólido e saudosista

O disco marca o retorno da banda depois de 20 anos

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postado em 11/11/2014 08:02

Diário de Pernambuco



Dezenove anos de incertezas foram interrompidos, há um ano, quando Polly Samson, esposa do guitarrista David Gilmour, anunciou - antes mesmo da própria banda - que o Pink Floyd lançaria um novo CD. O disco de estúdio inédito, com o qual o grupo pretende encerrar sua carreira, foi largamente antecipado por fãs e pela mídia, até a sexta-feira (7/11), quando saiu na internet. Endless river foi concebido como uma homenagem ao tecladista Rick Wright, que morreu de câncer em 2008 e que escreveu 12 das 18 canções lançadas nesta madrugada.

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Construído a partir das gravações do álbum Division bell, de 1994, Endless river é a parte instrumental que seria lançada como segundo CD há 20 anos. Em virtude dos custos de produção, a ideia foi abortada. O resultado, oculto por duas décadas, enfim vê a luz do sol. E ilumina tudo ao seu redor. O álbum se manteve quase todo instrumental e não conta com nenhuma participação de Roger Waters, um dos membros fundadores do grupo. Mas conta com participação do astrofísico Stephen Hawking, falando sobre o futuro da humanidade, repetindo a parceria de 1994, quando o cientista também foi figura presente em Division bell.

Sólido e lembrando os melhores momentos da carreira da banda, Endless river talvez não conquiste novos fãs, mas certamente será muito apreciado pela imensa quantidade de devotos do grupo. Para a tristeza dos apaixonados pelo Pink Floyd, David Gilmou já adiantou que o grupo não fará qualquer turnê de divulgação.

Louder than words encerra o último disco de estúdio do Pink Floyd de uma maneira que resumiu a carreira do Pink Floyd. "It’s louder than words / This thing that we do", em tradução livre: "é acima das palavras, isso que nós fazemos". Palavras nunca foram necessárias para expressar a genialidade do grupo. Uma despedida apenas bucocrática. Um disco genial, reflexivo. Sente em um lugar tranquilo, feche os olhos e o ouça. Ou melhor, escute­-o no meio de uma multidão. Não fará diferença.
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