Grandes eventos de dança contemporânea chegam a Brasília

Nova Dança e a Mostra de Dança XYZ movimentam o cenário artístico da capital em fevereiro

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postado em 21/02/2016 07:34 / atualizado em 21/02/2016 10:29

Débora Amorim/Divulgação
 

Inspirada na ruptura de estruturas estritamente clássicas e na autonomia do intérprete/bailarino para construir partituras coreográficas a partir de pesquisa, variações de ritmo, velocidade e improvisação, a dança contemporânea já faz parte da cultura brasiliense. Dois importantes festivais — Nova Dança e a Mostra de Dança XYZ — movimentam o cenário artístico da capital em fevereiro.Com a participação de companhias de outras cidades e artistas locais, as mostras trazem apresentações, atividades formativas, além de relembrar trabalhos desenvolvidos e consolidados por grupos tradicionais de Brasília, como Basirah,  Alaya e o Anti Status Quo. Essas companhias são algumas das que tentam manter ativo o cenário artístico brasiliense, mesmo em meio à falta de incentivo e a ausência de espaços.

 


A chegada simultânea de dois grandes festivais na cidade fomenta a cena com espetáculos, oficinas, palestras e artistas dos mais variados lugares. No entanto, a visibilidade traz à tona a reflexão sobre a falta de incentivo para o desenvolvimento artístico na cidade e para o crescimento de grupos que consigam se consolidar e representar Brasília. 

Tradição


Na década de 1990, o grupo EnDança destacou-se no cenário nacional e internacional. Giselle Rodrigues, dançarina e professora no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília (UnB), começou a dançar aos 13 anos e fez parte da trupe ao longo de boa parte da formação como bailarina. Ela também esteve à frente do conhecido Basirah. Para a professora, o crescimento da arte brasiliense é prejudicado pela falta de uma política que permita longas temporadas de apresentação de espetáculos, tanto na dança quanto em outras áreas de criação. “Eu acredito que existe um cenário de dança contemporânea em Brasília mas ele ainda não é tão forte e poderia ser mais representativo se a gente tivesse mais incentivo na cidade, mais espaços para aulas, um centro para desenvolver atividades pedagógicas na área, aí sim a dança aqui teria força”, afirma.

 

Giselle lembra ainda que o aumento de espaços para criação artística, além de mais incentivo para projetos como o Novadança e o XYZ, possibilitando maior continuidade dessas iniciativas, poderia facilitar a troca de experiências entre a antiga e a nova geração de bailarinos e outros profissionais da dança brasiliense. Lenora Lobo, criadora da Alaya, outro importante nome da dança contemporânea de Brasília, ressalta a falta de renovação dos grupos na cidade e conta que a companhia se transformou em um núcleo de dança em razão da falta de manutenção que pudesse manter um elenco remunerado e hoje, o Núcleo Alaya vive de montagens, pesquisa, formação e produção de mostras de intérpretes criadores.

 

O processo de criação

Mila Petrillo/Divulgação
 

 

As possibilidades dentro do conceito de dança contemporânea são grandes e sendo assim, o processo de criação dos grupos também costuma variar. Na Anti status quo o trabalho é sempre feito em colaboração com os bailarinos e geralmente se iniciam com reflexão e estudos a respeito do tema, pesquisas e leituras de texto, além de relatos dos integrantes do grupo. Depois, os artistas criam estratégias e exercícios de sensibilização para abordar o tema a partir do corpo e do movimento, com muito improviso e assim, a coreografia vai sendo delineada , junto com a criação dramatúrgica. Já na cia. Alaya a preparação do elenco é feita através do método Teatro do movimento e a criação acontece por meio de pesquisas e laboratórios coreográficos, parcerias com músicos e desings de cena. 

 

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